Da redação
São Paulo – As remessas enviadas a parentes de trabalhadores latino-americanos e caribenhos que vivem no exterior bateram um recorde de US$ 53,6 bilhões no ano passado, o que representou um aumento de quase 17% em relação a 2004. O Brasil foi o segundo país que mais recebeu dólares enviados por imigrantes, um total de US$ 6,4 bilhões, um aumento de 14% em comparação ao ano anterior, segundo dados do relatório do Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O país que mais recebeu dólares foi o México, com US$ 20 bilhões, 20% a mais que em 2004 e em terceiro lugar foi a Colômbia, US$ 4,1 bilhões. Cerca de 25 milhões de adultos nascidos na América Latina e no Caribe moram no exterior. Do Brasil, a estimativa é de 2 milhões de pessoas. Quase dois terços do total de residentes enviam dinheiro a seus países de origem periodicamente. Segundo o relatório, as remessas variam entre US$ 100 e US$ 300 por mês por imigrante.
As remessas enviadas vêm principalmente de trabalhadores residentes no Japão, na Europa e nos Estados Unidos. Apenas dos Estados Unidos saíram cerca de US$ 40 bilhões do total enviado em 2005. De acordo com o relatório, as remessas estão aumentando nas últimas décadas, chegando a superar a assistência estrangeira ao desenvolvimento oferecida por países doadores e organizações internacionais a países da América Latina e do Caribe.
O presidente do BID, o colombiano Luis Alberto Moreno, afirmou que a instituição começou a estudar a entrada desse dinheiro há cinco anos, com o objetivo de buscar maneiras mais baratas de realizar as transações entre os bancos e governos da região. Assim, os custos médios foram reduzidos à metade permitindo que os imigrantes e suas famílias economizassem mais dinheiro.
Mesmo com a redução dos custos, o BID estima que menos de 10% dos latino-americanos e caribenhos que recebem remessas têm acesso a contas de poupança, empréstimos para pequenas empresas ou créditos habitacionais.

