Rio de Janeiro – As incertezas do cenário econômico mundial levaram o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina a cair de 5,6 para 4,4 pontos entre julho e outubro deste ano, ficando abaixo da média histórica de 5,1 pontos. O resultado, divulgado nesta quarta-feira (16) pela Fundação Getulio Vargas (FGV), sinaliza a entrada da região em fase de declínio, após permanecer em boom econômico entre julho de 2010 e julho de 2011, apontam os pesquisadores.
O ICE é o indicador que faz uma síntese da Sondagem Econômica da América Latina, pesquisa trimestral elaborada em parceria pelo Instituto alemão Ifo e pela FGV. O Índice da Situação Atual (ISA) diminuiu de 5,9 para 5,2 pontos. Apesar da queda, o documento destaca que o nível superior a 5 pontos indica uma avaliação ainda favorável a respeito do momento presente. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu de 5,3 para 3,5 pontos, atingindo o menor nível desde janeiro de 2009 (2,3 pontos). O movimento sinaliza pessimismo em relação aos próximos meses.
De acordo com a FGV, a tendência de piora do ambiente econômico na América Latina segue o que ocorre em âmbito mundial. O ICE apurado pelo Ifo para 119 países caiu de 5,4 para 4,3 pontos entre julho e outubro. O Índice de Clima Econômico caiu em outubro no México e em todos os países da América do Sul, com exceção do Peru.

