Brasília – Em defesa da reforma urgente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, tem uma reunião marcada para hoje (24), em Nova York, com outros interessados na mesma proposta. No final da tarde, Amorim se reúne com os chanceleres do Japão, da Índia e da Alemanha. A ideia é intensificar a campanha em favor da ampliação do órgão.
Ontem (23), o ministro reiterou a necessidade de mudanças na estrutura do Conselho de Segurança. “O conselho deve ser reformado para permitir a participação de países em desenvolvimento. Não se pode discutir a portas fechadas temas que interessam a todos”, afirmou Amorim, na abertura da 65ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York.
A atual estrutura do Conselho de Segurança é a mesma desde sua criação, em 1945, logo depois da 2ª Guerra Mundial. No total, participam 15 países – dez ocupam assentos provisórios, por até dois anos, e cinco são permanentes.
A principal proposta em discussão é incluir no órgão, entre os integrantes permanentes, mais dois países da Ásia, um da América Latina, outro do Leste Europeu e um da África. Atualmente, são integrantes permanentes do conselho os Estados Unidos, a Rússia, a China, a França e a Inglaterra. Já o Brasil, a Turquia, a Bósnia Herzegovina, o Gabão, a Nigéria, a Áustria, o Japão, o México, o Líbano e Uganda são integrantes provisórios do órgão.
Responsável por decisões que vão desde a autorização de intervenção militar em um dos 192 países-membros da ONU até sanções, o Conselho de Segurança recentemente demonstrou sua força. Em 09 de junho, por aprovação da maioria, o órgão determinou uma série de sanções ao Irã por desconfiar que o programa nuclear desenvolvido no país tem objetivo militar.
O Conselho de Segurança tem também poderes para analisar sobre a necessidade de envio e a permanência de militares das missões de paz das Nações Unidas em áreas ameaçadas, caso ocorram conflitos ou crises políticas.

