Da redação*
São Paulo – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, fez ontem (31), em audiência no Senado, uma defesa enfática da política externa brasileira e da aproximação do Brasil com outros países em desenvolvimento, citando como exemplo os resultados do comércio com as nações árabes. Segundo informações da Agência Brasil, o chanceler lembrou que as exportações para o mundo árabe subiram 45% entre 2003 e 2004 e cerca de 20% este ano.
Além dos números, Amorim citou exemplos que "revelam a importância dessas relações", como a venda recente de ônibus para o Catar, ainda durante a preparação da Cúpula América do Sul-Países Árabes, que ocorreu em maio, e a venda de 15 aviões da Embraer para a Arábia Saudita. "Isso são coisas importantes uma vez que as decisões comerciais desses países são decisões políticas", observou.
O chanceler disse que entre os 31 mercados para onde o Brasil mais exportou nos últimos seis meses, os dez países para onde houve maior crescimento são os em desenvolvimento. Encabeçada pela Índia e seguida por Rússia e Nigéria, a lista traz nomes de cinco países sul-americanos – quatro deles da Comunidade Andina. São eles: Venezuela, Peru, Equador, Colômbia e Argentina.
Tailândia e África do Sul completam os 10 primeiros. "O fato que é que a política externa tem procurado enfatizar relações com esses países e ela tem dado resultado prático", destacou. De acordo com Amorim, somente para a Nigéria, país com o qual o Brasil mantém um comércio bilateral que envolve a importação de petróleo, no primeiro semestre a balança comercial chegou a R$ 400 milhões.
Sempre de acordo com a Agência Brasil, o ministro disse ainda que a idéia de que o Brasil não estaria dando atenção aos Estados Unidos na questão comercial, veiculada por certos setores da imprensa brasileira, "é totalmente falsa porque nunca cresceram tanto as nossas exportações para esse país".
As afirmações foram feitas durante audiência pública da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, quando o chanceler fez um balanço da atuação do seu ministério nos 32 meses do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
*Com informações da Agência Brasil

