São Paulo – As empresas brasileiras que participaram esta semana de rodada de negócios com importadores do Oriente Médio e Norte da África na Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo, esperam receber pedidos nos próximos meses. A reportagem da ANBA conversou com representantes de cinco companhias nacionais que estiveram no evento e eles têm expectativa de fechar negócios no futuro próximo.
A rodada fez parte de um Projeto Comprador promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) em parceria com a Câmara Árabe, que trouxe ao Brasil sete grandes importadores árabes: Elmahmal Group e AM Group, do Egito; Atraco e Panda, da Arábia Saudita; Lulu Group, dos Emirados Árabes Unidos; Union of Consumer Cooperative Societies, do Kuwait; e Groupex, do Marrocos.
Roberval Martins, diretor comercial da Alca Foods, conta que começou a negociar com Groupex, Panda, Lulu e Union. Sua empresa produz cereais matinais e o executivo espera fechar pedidos de até 40 toneladas por mês, que devem somar cerca de US$ 200 mil, também mensais, com os quatro compradores. “Eu gostei muito das rodadas e dos perfis dos compradores. Foi uma das melhores rodadas de negócios que eu fui, em termos de resultados”, destaca.
Arthur Millen, da trading Millen, espera fechar pedido com o El Mahmal no valor de US$ 40 mil. Segundo o executivo, o pedido que está sendo negociado é de biscoitos recheados, biscoitos wafer, drops, palitos de chocolate e pães de mel da marca Cory, representada por sua empresa. A negociação é para a venda de 25 toneladas destes produtos.
Bruno Giacomini, gerente de Exportações da fabricante de doces e petiscos Irlofil, negocia vendas para os supermercados Lulu e Panda. A expectativa do executivo é fechar pedido de 44 toneladas de amendoim japonês e amendoim torrado, com um valor inicial de cerca de US$ 70 mil.
Lucas Sá, consultor da Baggio Café, começou a negociar com El Mahmal e Groupex. De acordo com o executivo, houve um grande interesse das empresas em seu produto. As negociações são para pedidos que devem somar de duas a três toneladas de café dos tipos gourmet e aromatizados. Em valores, a expectativa é que os pedidos cheguem a US$ 70 mil.
O consultor afirma ter gostado da rodada, que foi a primeira oportunidade para a empresa entrar no mercado árabe. Para ele, quando uma companhia consegue um parceiro naquela região que promova bem seus produtos, “a chance de ter sucesso é muito grande”, avalia.
Apesar da rodada ser voltada principalmente ao setor alimentício, indústrias de outros segmentos também aproveitaram a vinda dos importadores árabes para mostrar seus produtos. É o caso da fabricante de cosméticos capilares Prolab, que iniciou negociações com Groupex, El Mahmal e Atraco. “Estamos na discussão de volume, preço e assinatura de contrato”, afirma Jorge Zakhem, gerente de Exportação.
Ele conta que os árabes ficaram interessados em produtos para tratamento, restauração e manutenção de cabelos. Sua expectativa é que os negócios com os três importadores gerem pedidos que somem até US$ 100 mil.
No total, 47 empresas brasileiras participaram do evento.


