São Paulo – A Arab Health, feira do setor de saúde, que acontece de 25 a 28 de janeiro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, deve render mais de US$ 22 milhões em negócios às 38 empresas nacionais participantes do evento. A previsão é da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (Abimo).
“Ultrapassamos os US$ 22 milhões em expectativas de negócios para os próximos 12 meses esse ano [2015]. Foi a melhor edição da Arab Health até hoje e foi a feira que mais deu resultados em 2015”, apontou Clara Porto, gerente de Projetos da Abimo. “Para 2016, a gente tem expectativas que fique igual a 2015”, destacou.
O pavilhão nacional no evento é organizado pela Abimo em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Para Porto, a Arab Health tem um perfil de feira voltado à realização de vendas. “A maioria dos visitantes são traders e distribuidores. É uma feira muito movimentada para as empresas. Os expositores vão para fechar negócios”, disse.
A gerente da Abimo afirma que o mercado árabe “está muito aquecido” e ressalta a importância da Arab Health no mercado de produtos de saúde. “Ela virou uma feira mundial e que dita tendências para o mundo”.
Entre os produtos que serão levados pelas companhias brasileiras à feira em Dubai estão equipamentos eletromédicos, produtos ortopédicos, mobiliário e materiais de consumo, como agulhas, seringas, adesivos e curativos.
A executiva também aponta que as empresas de tecnologia assistiva terão destaque nas ações de promoção comercial do Brasil. O assunto já havia sido abordado pelo presidente da Apex-Brasil, David Barioni Neto, em entrevista à ANBA. Segundo Porto, nos próximos dois anos, as empresas do setor que englobam produção de aparelhos como próteses, armações de óculos e aparelhos para facilitar a acessibilidade, entre outros, estarão no foco das ações brasileiras de promoção comercial no exterior.
Na Arab Health, três empresas deste segmento estarão no pavilhão nacional: a Spine Implantes, que produz cadeiras de rodas para atletas, a Carci e a Ibramed, ambas fabricantes de aparelhos para reabilitação. “O Brasil tem muito potencial [no setor de tecnologia assistiva]. É um dos maiores fabricantes em termos de quantidade. É um setor de muita demanda de consumo e que precisa de um suporte nas exportações”, explicou Porto.
Até novembro deste ano, o Brasil exportou o equivalente a US$ 10,108 milhões em produtos e equipamentos médicos ao mundo árabe. Os principais compradores da região foram Emirados, Arábia Saudita, Líbano, Jordânia e Egito. Entre os produtos mais vendidos estiveram aparelhos e instrumentos para odontologia, implantes odontológicos, cadeiras ginecológicas, incubadoras, aparelhos de prótese ortopédica, mesas para cirurgia e aparelhos respiratórios.
A gerente da Abimo acredita que o Brasil pode crescer bastante nesse próximo ano em suas exportações aos árabes, especialmente explorando mercados nos quais o país ainda não tem uma forte presença neste setor.
“O Bahrein e o Catar têm bastante potencial para ser desenvolvido. Jordânia, Egito e Marrocos são mercados que podem voltar a crescer [nas importações do Brasil]. A economia da região continua bastante aquecida e as empresas brasileiras têm produtos de altíssimo padrão”, avalia.
Ela conta ainda que Emirados e Arábia Saudita estão entre os 14 mercados-alvo escolhidos para as ações promocionais do setor de produtos e equipamentos médico-hospitalares nos próximos dois anos. “Para a Arábia Saudita, estamos planejando uma missão prospectiva e uma missão comercial em 2016”, revela.
As empresas que estarão no pavilhão brasileiro da Arab Health são: Q2Tec, BR Goods e LB Diagnostica, participando pela primeira vez, além de Scitech, Loktal, Carci, Sismatec, Phoenix, Deltronix, Drillermed, Hpbio, Instramed, Casex, Osteomed, Ibramed, Inpromed, Samtronic, Olidef, Spine Implantes, Hospimetal, Atrasorb, Traumec, Ortosintese, Medicone, Fanem, Neoortho, Olsen, Baumer, Magnamed, GMI, Exxomed, Dorja, Biomecanica, MMO, Bioclin, DK Diagnostics, WAMA e Lupetec.
Feira odontológica
Logo após a Arab Health, a Abimo e a Apex-Brasil também organizam um pavilhão brasileiro na International Dental Conference & Arab Dental Exhibition (AEEDC), evento do setor de odontologia que também ocorre em Dubai, de 02 a 04 de fevereiro.
Serão 14 empresas nacionais participando do evento: Microdont, Cristófoli, Sistema INP, Technew, DFL, Bio-Art, Angelus, Maquira, Titanium Fix, TDV, Biodinamica, Gnatus, DSP e Bionnovation. As companhias levarão produtos como motores, cimentos, clareadores, brocas, articuladores, cadeiras e implantes, entre outros.
Segundo Porto, a AEEDC é uma das principais feiras do setor para as indústrias brasileiras. “Sempre dá bastante resultado”, aponta.
Em 2015, a feira rendeu US$ 3,2 milhões em perspectivas de negócios para os próximos 12 meses às empresas nacionais. “Esse ano esperamos chegar a US$ 4 milhões”. Segundo a gerente da Abimo, os Emirados são o principal mercado árabe para os produtos odontológicos do Brasil, “mas há outros que são bastante grandes, como Tunísia, Arábia Saudita e Argélia”, aponta.
De acordo com Porto, a AEEDC tem um perfil de comprador diferente da Arab Health. “Ela é bastante rentável. A feira tem muitos dentistas e as empresas podem fazer a promoção [comercial] ativando diretamente o cliente final”, destaca, lembrando que no ramo da odontologia, o dentista é quem define diretamente os produtos e equipamentos a serem comprados para as clínicas.
Em 2016, além da presença nos estandes, as empresas brasileiras na AEEDC terão uma ação especial para a promoção de seus produtos. “Teremos o espaço Hands On, no qual os visitantes poderão assistir demonstrações práticas sobre a utilização dos produtos. Será uma promoção comercial mais técnica”, conta Porto.


