São Paulo – Os países árabes que integraram a lista dos dez maiores importadores de carne bovina do Brasil no primeiro semestre deste ano aumentaram suas compras no período, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (14) pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). O Egito foi o quarto maior destino do produto no exterior, atrás apenas de Hong Kong, União Europeia e Rússia. Também Argélia e Emirados compraram mais.
Os egípcios adquiriram 92,4 mil toneladas de janeiro a junho deste ano, com aumento de 28% sobre os seis primeiro meses do ano passado. As exportações geraram receita de US$ 308,6 milhões, com crescimento de 25% na mesma comparação.
Os argelinos ficaram na 9ª posição, com 13 mil toneladas e US$ 55 milhões. Houve avanço de 14% no volume e de 4,4% na receita obtida. Os Emirados ocuparam o 10º lugar no ranking, com 10 mil toneladas adquiridas, o que gerou receita de US$ 48,7 milhões. O crescimento em quantidade foi de 10% e a alta na receita foi de 4,3%.
O Brasil faturou um total de US$ 2,7 bilhões com vendas internacionais de carne bovina no primeiro semestre, o que significou embarques de 656 mil toneladas. Houve, porém, retração de 14% no volume exportado e de 18% em receita obtida. Segundo material divulgado pela Abiec, a queda se deve principalmente a vendas menores para Hong Kong, Rússia e Venezuela, o que foi influenciado pelo cenário internacional, com crise de petróleo e variações cambiais.
Mas a indústria de carnes espera recuperação nas exportações no segundo semestre deste ano, em função de fim de embargos e da abertura do mercado norte-americano. No final de junho, o governo brasileiro anunciou a abertura dos Estados Unidos para compra de carne bovina in natura do Brasil, o que não ocorria por restrições sanitárias. Com isso, o Distrito Federal e outros 13 estados podem se habilitar para exportar ao país.
Em junho individualmente, as exportações de carne bovina cresceram 5% em receita sobre maio e ficaram praticamente estáveis em volume, com US$ 491,1 milhões e 113,1 mil toneladas. No mês, houve crescimento expressivo nas vendas para Rússia, Venezuela e Chile. A Abiec destacou, entre os acontecimentos de junho, o início dos embarques para a China, que em maio anunciou o fim ao embargo à carne bovina brasileira.


