São Paulo – O Brasil exportou 53,6 mil toneladas de milho para os países da Liga Árabe no mês de julho. O faturamento com as vendas do produto para os países árabes foi de US$ 13,5 milhões. No mesmo mês do ano passado, o Brasil não chegou a exportar milho para a região. O milho vendido neste ano foi para consumo, em grão, e não para semeadura.
Os países árabes que compraram a commodity brasileira foram o Marrocos e o Egito, que têm parte das suas economias atreladas ao agronegócio. Os marroquinos compraram 25,1 mil toneladas em milho do Brasil e os egípcios 28,4 mil toneladas. O valor gasto pelo Marrocos com as importações foi de US$ 6,9 milhões e pelo Egito US$ 6,5 milhões.
O milho em grão é usado para abastecer criações de animais, para fabricação de rações ou alimentos de consumo humano. O Egito, no caso, mantém, com parte do seu agronegócio, criação de gado, búfalo, ovelhas e cabras. Apesar de ter importado milho do Brasil, o país árabe africano também é produtor da commodity. Cerca de 14% da economia egípcia é atrelada ao setor rural. O forte da produção, no entanto, é o algodão.
O Marrocos, outro importador do milho brasileiro, também mantém atividades de pecuária entre os principais setores do seu agronegócio. O país árabe ainda possui indústria de processamento de alimentos. No caso do Marrocos, 14,5% do Produto Interno Bruto (PIB) é voltado para o setor agrícola e pecuário.
O Brasil vem aumentando sua produção e exportação de milho impulsionado pela alta demanda mundial e pelos bons preços do produto no mercado internacional. No ano passado, o país exportou 10,9 milhões de toneladas do produto e para este ano a previsão é que sejam embarcadas para o exterior 11,5 milhões de toneladas.
O país deve produzir, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), 58,5 milhões de toneladas de milho em 2008. A safra principal terá crescimento de 9,5% e a safrinha de 24,9%. O país plantou, neste ano, 14,6 milhões de hectares com a cultura nesta safra, área 4,3% maior do que na colheita anterior.

