São Paulo – As exportações brasileiras de biscoitos para o mercado árabe no ano passado somaram US$ 3,38 milhões, o que representou um aumento de 30,95% em relação a 2007. O crescimento foi maior do que as vendas brasileiras totais do setor, que ficaram em 24,5%. “Estamos muito otimistas com esse mercado. São grandes consumidores”, afirmou o presidente do Sindicato da Indústria de Massas Alimentícias e Biscoitos no Estado de São Paulo (Simabesp), José dos Santos dos Reis.
Apesar do crescimento, Reis aponta que as exportações para o mercado árabe representaram apenas 3% do total das vendas brasileiras de biscoitos. “Ainda é um mercado virgem para nós”, disse o presidente que acredita no potencial da região. Os principais destinos árabes das exportações de biscoitos foram Líbia, com importações de US$ 809,96 mil; Arábia Saudita, com US$ 793,82 mil; Emirados Árabes, com US$ 405,86 mil; Líbano, com US$ 398,62 mil e Jordânia, com US$ 225,23 mil. Biscoitos recheados, doces, waffers e crackers foram os mais embarcados.
De acordo com Reis, para promover os biscoitos brasileiros no mundo árabe, a Simabesp vai participar do encontro Sabores do Brasil, evento promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) em parceria com a Câmara de Comércio Árabe Brasileira, que será realizado em fevereiro em Dubai. “Vamos levar também algumas empresas para expor”, disse.
O evento Sabores do Brasil vai contar com 40 empresas brasileiras do setor de alimentos que além de expor os seus produtos em Dubai, vão participar de rodadas de negócios com importadores de diversos países árabes. Segundo informações da Apex, é uma oportunidade para as empresas entrarem em contato com soluções de promoção de varejo em uma das maiores economias do mundo.
Segundo o presidente da Simabesp, as companhias brasileiras já estão habituadas com os sabores preferidos dos árabes e têm certificações para exportarem seus produtos com segurança. “Os fabricantes estão preocupados em adaptar seus produtos exatamente como os consumidores desejam. Tanto no mercado interno quanto no externo”, disse Reis. O setor também vem investindo em embalagens e ingredientes mais saudáveis, como gergelim, centeio e aveia. “Tudo para atender melhor o consumidor”, acrescentou.
Expectativas
No ano passado, os embarques de biscoitos somaram 1,17 milhão de toneladas, contra 1,13 milhão em 2007. A estimativa para 2009 é de um crescimento de 2,2%. Segundo Reis, mesmo com a crise, as exportações devem crescer este ano 12%, menos que em 2008. “No mundo árabe vamos crescer muito mais”, disse ele que acrescentou ainda que se o dólar continuar estável, a R$ 2,3 ou R$ 2,4, o setor fica bem competitivo. Reis lembrou ainda que o Brasil é o segundo maior produtor de biscoitos do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

