São Paulo – Dez importadores árabes estão no Brasil para participar do Projeto Copa, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), que trouxe empresários estrangeiros para fazer negócios no País e assistir a jogos da Copa das Confederações, que ocorrem em seis capitais. As rodadas com os árabes acontecem nesta segunda (17) e terça-feira (18), na sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, em São Paulo.
Focadas nos segmentos de construção civil, móveis e alimentos, as empresas são de países como Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Jordânia. Nestes dois dias de negociações, elas irão conversar com 60 empresas brasileiras.
Fundada há 20 anos, a Pan Emirates tem cinco lojas de móveis nos Emirados, uma em Omã, uma no Catar e está para abrir uma na Arábia Saudita. “Já importamos do Brasil quartos de madeira completos, estantes, racks e estofados. Viemos buscar basicamente os mesmo tipos de móveis, mas também estamos à procura de novos fornecedores, principalmente em estofados e quartos”, contou o português Zeferino Silva, representante empresa.
“Viemos buscar o móvel brasileiro pela qualidade. É um diferencial para nossa loja ter um produto feito no Brasil, para oferecer um tipo de mobiliário diferente aos nossos clientes”, disse Silva, explicando que 85% dos móveis importados pela marca vêm da Ásia.
Já a trading Crystal Building Materials, de Abu Dhabi, participa das rodadas em busca de fornecedores de materiais de construção, como mármores, tintas, granitos, azulejos e louças sanitárias.
“O Brasil tem uma qualidade muito boa comparada a outros países. Os produtos brasileiros têm a mesma qualidade que os da Europa e os preços muitas vezes são melhores”, conta Omar Bayousuf, diretor-geral da empresa. Uma das companhias nacionais com as quais Bayousuf conversou foi a Renner Herrmann, fabricante de tintas. “Espero que façamos bons negócios com eles”, afirmou o executivo.
“Está sendo muito proveitoso o bate papo com o pessoal e as possibilidades de negócios que podem advir destas conversas”, avaliou Jorge Gustavo Azpiroz, gerente de Vendas da Renner. “A gente nota muito interesse deles na área predial, ou seja, de tintas para pintura de prédio”, revela o executivo. Com sede em Curitiba, a empresa produz diversos tipos de tintas, tanto para construção civil como para uso industrial, como as usadas nas pinturas de plataformas de petróleo.
A Timber Yard, de Dubai, trabalha com fornecimento de madeiras, revestimentos cerâmicos, armários de cozinha e outros artigos para construção em todo o Oriente Médio. “A qualidade brasileira é muito boa, quase a mesma que a do mercado europeu”, afirmou Ahmed Kadori, gerente da empresa, sobre seu interesse em negociar no País.
Empresa produtora de mel, própolis e derivados, a Apis Vida, de Bebedouro, interior de São Paulo, já exporta para mercados como Estados Unidos, China e países da América Central. “Agora, a empresa está focada para entrar no mercado árabe”, contou Carolina Moretto, gerente de Marketing. Entre os alimentos produzidos pela empresa estão méis tradicionais, orgânicos e compostos, própolis compostos, extratos compostos e alimentos naturais.
De olho no mercado árabe, a indústria se prepara para adaptar seus produtos aos requerimentos dos países da região. “Há uma atenção e uma dedicação da empresa em preparar o portfólio para atender as necessidades e customizar os produtos para o mercado árabe. Viemos também ver qual a necessidade e a demanda deles”, completou.


