São Paulo – A Couromoda 2012 terá a presença de diversos compradores árabes. Segundo a organização do evento, os números ainda não estão fechados, mas a feira, que acontece de 16 a 19 de janeiro, deverá receber cerca de 40 compradores da região. Os importadores costumam vir de países como Egito, Jordânia, Líbano, Líbia, Marrocos, Catar, Arábia Saudita, Síria e Emirados Árabes Unidos.
"Os árabes são presença constante na feira. De 2010 para 2011, houve um crescimento de 45% no número de compradores árabes no evento", conta Katherine Shibata, gerente de Mercado Externo da Couromoda. "A presença dos árabes é muito forte e representa uma compra de um grande número de pares de calçados", afirma.
Katherine conta que não serão realizadas rodadas de negócios com os compradores estrangeiros, mas que o evento oferece apoio a estes importadores, identificando as empresas brasileiras com experiência em exportações. Ela relata que a feira recebe em torno de três mil importadores do exterior, vindo de mais de 60 países. "Sabemos que o grande diferencial da Couromoda são os compradores estrangeiros", diz.
Segundo a gerente, a organização do evento não tem os valores gerados pelos negócios realizados na feira. "Estimamos que 25% dos negócios do setor que acontecem durante o ano têm seu início na Couromoda", diz, no entanto, a executiva. Katherine afirma ainda que o número de compradores estrangeiros vem crescendo a cada ano e tem havido uma maior qualificação destes importadores.
"Percebemos um aumento das exportações dos calçados de maior valor agregado. Compradores que antes não viam o Brasil como exportadores desse tipo de calçado, agora os estão levando para boutiques da Europa", destaca Katherine. Segundo ela, apesar da forte concorrência chinesa, os europeus têm prestado mais atenção aos sapatos brasileiros. "A Europa está começando a perceber que tem mais similaridades com o Brasil do que com a China. Eles estão vendo que somos lançadores de moda". Em relação aos árabes, ela destaca o gosto pela coleção de inverno. "Eles buscam calçados mais fechados", aponta.

