São Paulo – Empresas árabes que participaram da feira do setor supermercadista Apas, encerrada nesta quinta-feira (08), em São Paulo, prometem voltar para a edição do ano que vem. Convidados a apresentar seus produtos no estande da Câmara de Comércio Árabe Brasileira no Expo Center Norte, os expositores afirmaram que a mostra ofereceu oportunidade de atingir um grande público comprador e de se reunir com pessoas capazes de decidir ou não sobre realização de um negócio.
“A Apas é uma grande oportunidade para empresas da Tunísia e de outros países árabes mostrarem seus produtos e descobrirem os alimentos que são consumidos no Brasil e na América Latina. Também é a oportunidade de encontrar clientes e distribuidores para eles aqui no Brasil. Essa foi nossa primeira vez nesta feira, mas não será a última”, disse o secretário-geral da Associação dos Exportadores do Oriente Médio e da África (Maex, na sigla em inglês), Zied Jaouadi.
A Maex tem sede na Tunísia. No evento, Jaouadi apresentou tâmaras produzidas no país aos visitantes. Ele já esteve em outra feira brasileira, a Sial, no ano passado.
O executivo sugeriu que na próxima edição os organizadores da mostra reúnam empresas de outros países árabes e fornecedores brasileiros para discutir oportunidades de negócios. “Seria uma forma de promover a exportação e a importação”, afirmou Jaouadi.
Chairman da empresa egípcia Elmokkadem Co. for Export and Import, Mohamed El Mokkadem veio para a Apas expor produtos como salgadinhos de batata, tâmaras, aromatizantes e flavorizantes, entre outros. Além de buscar clientes, ele se reuniu com empresas que desejam exportar para o Egito.
“O mercado brasileiro era desconhecido para nós e aprendemos um pouco sobre ele a cada dia. Acho que poderei fazer negócios com as empresas daqui porque seus produtos são interessantes aos consumidores egípcios e vice-versa. Aqui não se produzem tâmaras, por exemplo, e lá não há frutas tropicais que encontramos aqui. O Brasil também é muito avançado tecnologicamente no processamento de alimentos. Eu gostaria de levar essa tecnologia ao Egito. Na próxima edição haverá ainda mais oportunidades”, disse.
Durante a Apas, Mokkadem se reuniu com uma empresa brasileira que fabrica doces e deseja importar flavorizantes. Ele poderá também comprar frutas para o Egito. “Por enquanto é época de embarque das frutas brasileiras, que têm um grande mercado na Europa. O preço está um pouco elevado, então é preciso esperar ficar mais barato”, disse.
Proprietário da importadora e exportadora Comercial Khoury, Amin Khoury, espera fechar negócios com os contatos que fez na feira. Ele importa para o Brasil o azeite Nasr, feito por seus familiares no Líbano. “Dois especialistas em azeite provaram o nosso produto e disseram que é muito bom. Eles irão indicá-los a seus clientes. Além disso, fiz contatos importantes com supermercados do interior de São Paulo e de outros estados”, disse.


