Da redação
São Paulo – A Arábia Saudita vai construir um novo centro econômico que terá investimentos de US$ 26,6 bilhões. O rei saudita, Abdullah bin Abdulaziz Al Saud, quer atrair investimentos estrangeiros para o projeto, que terá uma área de 55 quilômetros quadrados. A zona será chamada de King Abdullah Economic City, estará localizada em Rabigh, ao norte de Jeddah, e vai ocupar 35 quilômetros da costa do Mar Vermelho.
As informações sobre o projeto foram publicadas na edição de janeiro deste ano da revista Saudi Commerce, que é editada pela Câmara de Comércio e Indústria da Província Oriental, com sede em Damman, na Arábia Saudita. O centro terá escolas, universidades, centros de pesquisa, além de áreas comerciais, industriais, de serviços, residenciais e resorts.
O projeto está sendo desenvolvido por três empresas árabes, a Emaar Properties, maior empresa de projetos imobiliários dos Emirados Árabes Unidos, a Aseer Trading, Tourism & Manufacturing e a Binladin Group, as duas últimas da Arábia Saudita. Juntas elas formaram uma joint-venture para levar adiante o projeto da King Abdullah Economic City. As empresas vão colocar 30% do capital da empresa à venda em bolsas de valores.
Segundo informações da Saudi Commerce, o centro vai gerar 500 mil empregos e abrigará um prédio da Saudi Arabian General Investment Authority (Sagia), órgão do governo criado no ano de 2000 para regular os investimentos privados no país. A primeira parte do projeto será entregue em um prazo de dois a três anos.
Porto do Mar Vermelho
Uma das atividades centrais do centro vai ser um porto marítimo de 2,6 milhões de metros quadrados. Localizado numa região estratégica no Mar Vermelho, com acesso às principais cidades da Arábia Saudita, o porto terá uma área destinada para operações de logística. Também haverá, na área do porto, uma zona para a indústria leve. Esse tipo de indústria envolve a fabricação de produtos de consumo, tais como calçados e têxteis.
O porto terá ligações diretas com sistemas de transportes rodoviário, ferroviário e aéreo. A idéia é que ele se torne um portão de entrada para todas as cidades da Arábia Saudita. Além disso, a proximidade do porto com as cidades santuárias de Meca e Medina, que costumam receber milhões de peregrinos todos os anos, fará com que o centro tenha hotéis, centros médicos e outras comodidades. Os sauditas pretendem construir, no porto, um terminal de passageiros com capacidade para receber mais de 500 mil pessoas a cada ano.

