São Paulo – As exportações de calçados brasileiros para a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos caíram no primeiro trimestre em comparação com os três primeiros meses do ano passado. De acordo com o balanço do período divulgado nesta terça-feira (12) pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), entre janeiro e março deste ano as vendas foram menores em volume e em valores também.
Segundo os dados da Abicalçados, no primeiro trimestre a Arábia Saudita importou US$ 6,5 milhões em calçados brasileiros, com queda de 17,9% em relação ao mesmo período de 2015. Em volumes, foram 607 mil pares, ou 15,9% menos do que entre janeiro e março de 2015. O valor médio do calçado vendido aos sauditas foi de US$ 10,75. Nos três primeiros meses de 2015 fora de US$ 11,01.
Os Emirados Árabes, por sua vez, importaram 567,8 mil pares entre janeiro e março, que somaram US$ 4,8 milhões. Em volume importado, a queda foi de 19% em relação ao mesmo período de 2015 e, em valores, a retração foi de 25%. O valor médio praticado entre janeiro e março de 2015 foi de US$ 8,63 por par. Um ano antes, fora de US$ 9,32.
Os principais compradores de calçados do Brasil no período foram os Estados Unidos, com importações que somaram US$ 49,5 milhões e crescimento de 19,2% sobre o primeiro trimestre do ano anterior. A Arábia Saudita foi o 8º maior importador. Os Emirados ocuparam a 11ª posição na lista dos 20 maiores clientes.
Resultado consolidado
No geral, as exportações das associadas à Abicalçados caíram em março e também no primeiro trimestre. Apenas no mês passado, as exportações somaram US$ 79,7 milhões, ou 12,5% menos do que em março de 2015. Em volume, foram embarcados 10,5 milhões de pares, ou 2,3% menos na mesma comparação. O preço médio do par caiu de US$ 8,43 em março de 2015 para US$ 7,55 em março deste ano.
No acumulado do primeiro trimestre, a receita com as exportações de calçados alcançou US$ 226,7 milhões e foi 6,1% menor do que a do primeiro trimestre de 2015. Em volumes, foram vendidos 31,8 milhões de pares entre janeiro e março, 0,5% a mais do que nos três primeiros meses de 2015.
Em nota, o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, afirmou que, apesar da queda na comparação de um ano com o outro, as exportações estão crescendo no comparativo mês a mês, o que mostra uma recuperação gradual. Ele afirmou, porém, que a variação do câmbio e a instabilidade política geram insegurança no mercado, o que afeta as negociações. “Em poucos meses passamos de uma cotação de mais de R$ 4 para R$ 3,50 por dólar. A insegurança gerada é muito grande. Os importadores esperam o melhor momento para fechar negócios, o que acaba atrasando ou até inviabilizando embarques”, afirmou.


