São Paulo – A Arábia Saudita foi escolhida como um dos mercados-alvo da indústria farmacêutica brasileira. O país árabe foi considerado pelas empresas do setor como um mercado com bom potencial de crescimento para as exportações e também receptivo ao amplo portfólio de produtos desenvolvido no Brasil.
“A Arábia Saudita tem um perfil de negócios que percebe o produto brasileiro de forma diferenciada. É um mercado que não se disputa só por preço, mas pela qualidade, e o produto brasileiro tem uma qualidade superior”, explica Hélio Lôbo, gerente de Projetos da Unidade de Tecnologia e Saúde da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).
Na quinta-feira (04), a Apex e a Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi) assinaram um convênio para disponibilizar R$ 5,4 milhões a ações de promoção, inteligência comercial e construção da marca e imagem no exterior. As ações vão promover a internacionalização dos setores farmoquímico e farmacêutico do Brasil de 2013 a 2015. O convênio inclui a participação de 45 empresas do setor.
“Vamos fazer missões, Projeto Vendedor, Projeto Imagem e Projeto Comprador”, revela Lôbo sobre as ações a serem realizadas para o mercado saudita. No Projeto Vendedor, a Apex leva empresas brasileiras para negociar no exterior, no Projeto Comprador, a agência traz os importadores para conhecerem as plantas brasileiras e para rodadas de negócio no Brasil.
O convênio inclui ainda os projetos Imagem Sanitária, que trará diretores e técnicos de órgãos reguladores dos países-alvo para conhecer o marco regulatório (normas que regem um setor) brasileiro, e o Imagem Entidades, que promoverá a visita ao Brasil de representantes das principais entidades setoriais dos países-alvo.
“É um caminho de sensibilização das autoridades para conhecer o marco regulatório nacional”, explica Lôbo. Segundo o gerente da Apex, o marco regulatório do setor farmacêutico no Brasil é um dos mais exigentes do mundo.
Outro ponto a favor da indústria brasileira é a variedade de produtos que as indústrias nacionais produzem. “As empresas brasileiras tem uma extensão de portfólio que não é normal. Elas conseguem ter um portfólio mais denso, com injetáveis, comprimidos, etc”, afirma Lôbo.
Segundo o gerente da Apex, os produtos brasileiros com maior potencial de exportação são os medicamentos genéricos e fitoterápicos. Entre os medicamentos de marca, afirma Lôbo, há oportunidades para diversos tipos de produtos, de pomadas a analgésicos.
Angola, África do Sul, Colômbia, México e Venezuela também estão na lista de mercados-alvo para o setor farmacêutico nacional. Em 2012, o Brasil exportou US$ 2,089 bilhões em medicamentos e insumos farmacêuticos. Os principais destinos foram Estados Unidos, Argentina e Venezuela.


