Geovana Pagel
São Paulo – A Arábia Saudita está entre os principais importadores dos sapatos femininos fabricados pela Stiller Calçados. A empresa, criada há mais de 30 anos no município de Uberlândia, em Minas Gerais, também exporta para outras três nações árabes: Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.
Da produção mensal de 30 mil pares da Stiller, cerca de 30% vai para o mercado externo. O grupo também tem negócios em Porto Rico, Estados Unidos, Portugal, Venezuela, Suriname, Holanda, Israel, Cuba e Turquia.
Para emplacar as vendas no exterior, a empresa investe na participação de grandes feiras no Brasil, como a Francal e a Couromoda. Esses eventos, em geral realizados no início das estações outono/inverno e primavera/verão, são uma espécie de vitrine para a indústria calçadista. “O cliente vem de todas as partes do mundo. Geralmente, ele vê o produto e, se gosta, já fecha negócio”, explica o gerente comercial, Francisco Nivaldo Faria.
De acordo com o executivo, a procura por parte dos clientes internacionais é feita numa ordem inversa à do Brasil, seguindo o calendário local. Enquanto os brasileiros consomem a coleção outono/inverno, a Europa, por exemplo, começa a entrar no alto verão – meses de agosto e setembro.
No ano passado, explica Faria, o negócio com clientes estrangeiros se transformou na grande estratégia de expansão da indústria. Porém, com a crescente desvalorização do dólar frente ao real em 2005 houve uma diminuição das exportações, principalmente nos últimos quatro meses do ano.
Segundo Faria, caso a taxa cambial deixe de ser um problema, a Stiller pretende prospectar novos mercados em 2006, especialmente na América Latina. Para isso mantém um agente sediado no estado do Rio Grande do Sul, que leva amostras para feiras no exterior.
No mercado interno os principais consumidores dos sapatos da Stiller são os três estados da região Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul -, São Paulo e Espírito Santo.
Investimento em design
De acordo com Faria, um dos grande diferenciais da Stiller é o design arrojado dos calçados. Segundo ele, os sapatos de couros produzidos pela indústria são desenhados de acordo com as tendências internacionais da moda para cada estação. “Os profissionais da companhia fazem viagens anuais ao exterior, principalmente para a Itália, para observar as novidades e desenhar novos modelos”, conta.
“O sucesso depende do acerto da nossa modelagem”, explica. Por isso, a empresa desenvolveu desenhos, formatos e cores diversas para agradar as mulheres japonesas, americanas, holandesas e cubanas com alto grau de exigência.
A indústria de calçados, que gera 200 empregos diretos, está instalada em um galpão de três mil metros quadrados, localizado nas proximidades do centro de Uberlândia. Na linha de produção, são confeccionados sapatos de alto padrão, geralmente consumidos pelas classes A e B.
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