Da redação*
São Paulo – A Saudi Arabian General Investment Autorithy (Sagia), agência de promoção e regulação dos investimentos na Arábia Saudita, pretende criar um pólo de produção de resinas plásticas no complexo industrial Rei Abdullah, na cidade de Rabigh, na costa do Mar Vermelho, segundo informações do jornal saudita Arab News. A decisão faz parta da estratégia do país de ampliar sua participação no mercado global do setor de 1% atualmente para 15% até 2020.
Segundo o presidente da Sagia, Amr Al-Dabbagh, o projeto, denominado Projeto do Vale do Plástico, será implementado em colaboração com as empresas que participam do Fórum de Produtores de Plástico da Arábia Saudita, criado pela Sagia para fortalecer o setor.
Será construída no complexo Rei Abdullah a infra-estrutura necessária para a produção. Segundo o vice-presidente da Companhia da Indústria de Base Saudita (Sabic), Mohammad Al-Mady, que participa do fórum, "este será um grande incentivo para produtores de plásticos pois ampliará a participação da Arábia Saudita no mercado no futuro próximo".
De acordo com Al-Mady, a Sabic investirá US$ 25 bilhões em cinco anos para ampliar sua capacidade de produção dos atuais 47 milhões de toneladas por ano para 130 milhões de toneladas em 2020. Com a expansão, o número de funcionários da empresa será elevado para 25 mil.
Pólo petroquímico
Michael Gambrell, vice-presidente executivo da Dow Chemical Company, empresa do setor químico, apóia a decisão da Arábia Saudita e do Oriente Médio de se transformar em um grande pólo petroquímico. "A decisão da Arábia Saudita de atrair empresas do setor petroquímico para construir fábricas é boa, mas não será de fácil execução," disse Gambrell ao jornal saudita. Segundo o executivo, para produzir produtos de consumo industrial é necessário mais do que recursos naturais. "É necessária experiência em vários setores," disse o executivo.
Com esta proposta em mente, a Dow Chemical decidiu construir, em parceria com a petrolífera saudita Saudi Aramco, uma indústria química para produzir insumos que poderão ser usados em uma grande série de processos industriais.
"O mundo está notando uma grande mudança de indústrias petroquímicas do Oeste para Leste, com o Oriente Médio se transformando em um grande centro de produção petroquímica", declarou o executivo da Dow. A mudança está sendo motivada por uma série de fatores, entre eles a matéria-prima mais barata, a proximidade da região com mercados que estão crescendo, como China e Índia, grande apoio político para a construção de indústrias competitivas voltadas para exportação, disponibilidade de financiamentos, incentivos fiscais, além da moderna indústria de processamento de petróleo.
A Dow Chemical é líder mundial na produção de químicos e plásticos. A empresa está presente no Oriente Médio há trinta anos, tendo aberto seu primeiro escritório comercial no Cairo, Egito, no início da década de 1970. Atualmente a empresa também tem plantas de produção e joint-ventures no setor petroquímico também no Kuwait, Omã e Emirados Árabes Unidos.
*Tradução de Mark Ament

