Da redação*
São Paulo – O ministro de Minas e Energia da Argélia, Chakib Khalil, anunciou a recusa, por parte do seu país, em aceitar o pedido da Organização Mundial de Comércio (OMC) de elevar o preço interno do gás para o patamar internacional.
Chakib, que ocupa atualmente a presidência rotativa da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), afirmou que seu país não pretende fazer nenhuma concessão para agradar o órgão internacional, acrescentando que as grandes reservas argelinas de gás são consideradas uma vantagem preferencial, a qual o país tem o direito de explorar, como fez a Inglaterra com o carvão, a fim de apoiar a indústria nacional.
O ministro clamou a comunidade internacional a compreender que o preço do gás, apesar de baixo, não é subsidiado na Argélia e que reflete os custos de produção e comercialização. As informações foram publicadas no site da Al-Jazeera.
Sobre o mercado internacional de petroquímica, Chakib mencionou os esforços praticados por alguns produtores de fertilizantes europeus, junto à OMC e à Comissão Européia, para que pressões sejam feitas contra a Argélia, que produz o mesmo produto, para elevar o preço interno do gás, considerado um dos mais importantes componentes da indústria petroquímica.
O ministro argelino acredita que a elevação do preço do gás no mercado interno reduz a capacidade competitiva do fertilizante nacional, diante do produto fabricado na Europa.
*Tradução de Saleh Haidar

