São Paulo – Os ativos administrados por bancos islâmicos comerciais ao redor do mundo devem alcançar US$ 1,1 trilhão em 2012, um salto de 33% na comparação com os US$ 862 bilhões de 2010, segundo o estudo World Islamic Banking Competitiveness Report 2011 (Relatório Mundial de Concorrência dos Bancos Islâmicos de 2011) da consultoria internacional Enrst & Young, publicado pelo site de notícias Arabian Business.
Segundo o estudo, os ativos dos bancos islâmicos no Oriente Médio e Norte da África alcançaram US$ 416 bilhões em 2010, o que representa crescimento médio de 20% ao ano nos últimos cinco anos, contra crescimento de menos de 9% nos bancos convencionais. Com a abertura de novos mercados para bancos islâmicos, a consultoria estima que em 2015 o capital administrado por eles deva dobrar, para US$ 990 bilhões.
Para o chefe do Departamento de Serviços Financeiros Islâmicos para o Oriente Médio e Norte da África na Ernst & Young, Ashar Nazim, "a indústria global de finanças islâmicas continua buscando maior competitividade e um modelo de negócios sustentável. Um grande desafio e oportunidade para o setor é conseguir manter a sustentabilidade da atual curva de crescimento”.
O estudo mostra que no Oriente Médio e Norte da África, bancos islâmicos administram 14% do capital bancário, enquanto no GCC o montante já passa dos 25%. A organização também estima que haverá mudanças no setor quando um maior número de instituições passarem a disputar clientes entre o sistema bancário tradicional e islâmico.
O relatório demonstra também que o setor ainda está muito concentrado, com a maior parte dos bancos islâmicos gerindo menos de US$ 13 bilhões em ativos. Outro problema é sua exposição ao setor imobiliário, atualmente em forte baixa, o que pode afetar o crescimento futuro. "Elevadas provisões e custos operacionais resultaram em uma forte queda na lucratividade dos bancos islâmicos. O retorno sobre os ativos caiu de 4% em 2006 para 1,5% em 2010, principalmente devido à queda na qualidade de ativos”, explica Nazim.
Para a consultoria, o ano de 2012 deve ser marcado por fusões e aquisições entre os bancos islâmicos do Oriente Médio e Norte da África.
*Tradução de Mark Ament

