Brasília – A retirada da taxação de capitais estrangeiros que entram no País e a alta dos juros básicos da economia estimularam o interesse dos investidores internacionais em papéis do governo brasileiro, mesmo num cenário de turbulência financeira global. A participação de não residentes na dívida pública mobiliária (em títulos) interna saltou R$ 10 bilhões no mês passado e encerrou junho no maior volume da história.
Em junho, os investidores estrangeiros tinham R$ 275,18 bilhões aplicados em títulos federais, o que representava 14,52% da dívida mobiliária. Em termos percentuais, o recorde na participação de aplicadores de fora do país tinha sido registrado em março, quando atingiu 14,8%.
“O fim do IOF trouxe novo fluxo de compra de investidores, concentrados em papéis prefixados de prazo mais longo. Alguns investimentos planejados foram efetivados”, declarou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido.

