São Paulo – A economia do Bahrein está fugindo da dependência no petróleo, com produtos e serviços não ligados ao setor atualmente respondendo por 73% das exportações do país, segundo o diretor presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico (EDB) barenita, Mohammed bin Essa Al-Khalifa, ao jornal saudita Arab News.
Khalifa declarou que as estatísticas mostram que a participação das exportações não petrolíferas quase dobrou na comparação com 2000, quando respondiam por 40% da pauta. Em 2008, as exportações petrolíferas foram responsáveis por apenas 27% do total, queda de 55% na comparação com 2000.
Esta mudança é resultado de esforços feitos pelo governo para ampliar as exportações, o que incluiu a ampliação da capacidade de produção de empresas privadas, melhorando a competitividade dos produtos.
Nos últimos cinco anos as exportações do Bahrein cresceram muito tanto em volume quanto em valores. Os principais aumentos foram identificados nos setores manufatureiros, principalmente de alumínio.
Brasil
Em 2000, o Bahrein não exportou produto algum para o Brasil, enquanto em 2008 as exportações do país árabe alcançaram US$ 29,9 milhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No período, o principal produto comprado pelo Brasil foi o óleo diesel, que foi responsável por US$ 27,5 milhões.
Entretanto, o Brasil também comprou do Bahrein produtos manufaturados como alumínio (resíduos, pós e fios), lâminas de aço inoxidável, rodas para veículos, motores elétricos, roupas de cama e aparelhos para alarme, embora os volumes sejam baixos.
No período, as exportações do Brasil para o país árabe também apresentaram grande aumento. Em 2000, as exportações para o país do Golfo totalizaram US$ 58,9 milhões, enquanto o total em 2008 foi de US$ 405,5 milhões. O principal produto exportado em ambos os períodos foi o minério de ferro.
*Tradução de Mark Ament

