São Paulo – O Brasil registrou superávit de US$ 923 milhões na balança comercial de janeiro. No período, as exportações do País somaram US$ 11,246 bilhões e as importações totalizaram US$ 10,323 bilhões. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (01), pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
A média diária das exportações em janeiro foi de US$ 562,3 milhões. Por este valor, as exportações do mês passado tiveram retração de 13,8% na comparação com janeiro de 2015. Em relação a dezembro do último ano, a queda nas vendas externas foi de 26,3%.
No mês, o País teve queda nas vendas externas de semimanufaturados (-21,3%), básicos (-14,7%) e manufaturados (-8,3%) na comparação com janeiro de 2015.
Entre os semimanufaturados, os produtos que mais tiveram queda foram ferro fundido (-67,0%), semimanufaturados de ferro/aço (-53,9%), açúcar em bruto (-45,6%), óleo de soja em bruto (-32,8%), ferro-ligas (-13,6%), couros e peles (-12,2%) e ouro em forma semimanufaturada (-2%).
Entre os produtos básicos houve queda nas exportações de fumo em folhas (-45%), minério de ferro (-42,4%), café em grão (-30,2%), petróleo em bruto (-28,3%), minério de cobre (-17,7%), carne de frango (-2,8%) e carne bovina (-1,9%).
Nos produtos manufaturados houve queda nas vendas de açúcar refinado (-45,9%), máquinas para terraplanagem (-42,9%), suco de laranja congelado (-26,3%), motores para veículos e partes (-25,3%), autopeças (-24,3%), laminados planos (-12,0%), bombas e compressores (-10,8%), óxidos/hidróxidos de alumínio (-8,4%) e papel e cartão (-3,4%).
As exportações para o Oriente Médio caíram 24,2% em janeiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, com redução nas vendas de milho em grão, açúcar, minério de ferro, farelo de soja, trigo em grão, café em grão e máquinas para terraplanagem.
Compras externas
As importações brasileiras do período, com média diária de US$ 516,1 milhões, tiveram queda de 35,8% em relação a janeiro de 2015 e crescimento de 7,7% sobre dezembro do ano passado.
No primeiro mês deste ano, houve queda nas compras externas de combustíveis e lubrificantes (-60,6%), bens intermediários (-35,4%), bens de consumo (-28,8%) e bens de capital (-21,8%).


