São Paulo – A balança comercial brasileira fechou 2016 com superávit de US$ 47,7 bilhões, cifra anual recorde. Segundo informações divulgadas pelo Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta segunda-feira (02), as exportações somaram US$ 185,2 bilhões no ano, enquanto as importações alcançaram US$ 137,5 bilhões.
Em dezembro o saldo comercial ficou positivo em US$ 4,4 bilhões, com US$ 15,9 bilhões de exportações e US$ 11,5 bilhões em importações.
Os embarques caíram 3,5% na comparação com 2015. De acordo com o MDIC, houve retração de 9,5% nas vendas externas de produtos básicos, enquanto as de semimanufaturados e manufaturados cresceram 5,2% e 1,2%, respectivamente.
Pesou negativamente nos produtos básicos a redução de 26,3% nas exportações de milho em grão, de 14,8% de petróleo bruto, de 13,2% de café em grão, de 11,1% de farelo de soja, de 8,2% de soja em grão e de 7,2% na carne bovina, entre outros. Nos semimanufaturados destacaram-se o crescimento de 39,8% nos embarques de açúcar bruto, de 31,1% de ouro em forma semimanufaturada e de 17,4% de madeira serrada.
No grupo dos manufaturados houve aumento de 86,9% nas vendas externas de plataforma para extração de petróleo, de 28,3% de automóveis de passageiros e de 27,1% de veículos de carga, dentre outros produtos.
Nas importações, cujo resultado do ano passado ficou 20,1% inferior ao de 2015, contribuíram para a queda a redução de 43,1% de combustíveis e lubrificantes, de 21,5% de bens de capital, de 19,3% de bens de consumo e de 14,9% de bens intermediários.
Regiões
A China foi o principal parceiro comercial brasileiro no ano passado, com US$ 37,4 bilhões de exportações e US$ 23,8 bilhões em importações. Os Estados Unidos, com US$ 23,2 bilhões em exportações e US$ 23,8 bilhões em importações ficou em segundo lugar.
Os embarques para o Oriente Médio registraram crescimento de 1,5% em 2016, somando US$ 10,1 bilhões. O MDIC destacou o aumento nos embarques de açúcar, soja em grãos, automóveis de passageiros, tubos de ferro fundido, chassis com motor, carne bovina e cobre em folhas/tiras para a região, que foi responsável por absorver 5,5% das exportações brasileiras no ano – em 2015 a fatia foi de 5,2%.
As importações oriundas deste bloco econômico caíram 33,1%, somando US$ 3,6 bilhões, ou 2,6% do total das compras externas brasileiras – em 2015 a participação registrada foi de 3,1%.


