São Paulo – A balança comercial brasileira encerrou 2015 com superávit de US$ 19,681 bilhões e reverteu o déficit de US$ 4,054 bilhões registrado em 2014. Em 2013, o superávit fora de US$ 2,286 bilhões e, em 2012, de US$ 19,395 bilhões. O último ano com desempenho superior ao de 2015 foi 2011, com superávit de US$ 29,794 bilhões. Embora o saldo tenha sido positivo em 2015, tanto exportações como importações caíram em relação a 2014. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (04) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as importações caíram mais.
Em 2015, as exportações brasileiras somaram US$ 191,134 bilhões, com retração de 14,1% em comparação com 2014. Foi importado o equivalente a US$ 171,453 bilhões, com uma retração de 24,3% na mesma comparação. Em valores, caíram as exportações brasileiras nas três categorias de produtos. Entre os básicos, o Brasil exportou US$ 87,188 bilhões, ou 19,5% a menos do que em 2014. Entre os semimanufaturados, a queda foi de 7,9%, para US$ 26,463 bilhões, e entre os produtos manufaturados, a retração foi de 8,2%, para US$ 72,791 bilhões em 2015.
As principais quedas nas exportações de produtos básicos foram registradas nas remessas de minério de ferro, com redução de 44,8%, petróleo bruto, com recuo de 27,1%, carnes bovina (-18,5%) e suína (-18,2%). Entre os semimanufaturados, a maior queda foi registrada nos embarques de ferro fundido (-24,2%), couros e peles (-22,2%), açúcar bruto (-19,8%) e ferro-ligas (-16,7%). Na categoria de manufaturados caíram, sobretudo, os embarques de óleos combustíveis, com retração de 61,8%, máquinas para terraplanagem (-30,1%), motores e geradores (-18,3%) e bombas e compressores (-12,4%).
Em 2015, o Brasil exportou menos para todos os destinos. As vendas com menor redução, de 3,3% em comparação com 2014, foram aquelas para o Oriente Médio, de acordo com os dados do MDIC. Entre os produtos que o Brasil envia aos países da região, houve retração nas vendas de minério de ferro, milho em grão, açúcar, tubos de ferro fundido e bovinos vivos. No ano passado, os principais compradores dos produtos brasileiros foram China, Estados Unidos, Argentina, Países Baixos e Alemanha.
Importações
Entre as importações, a principal redução foi registrada na compra de combustíveis e lubrificantes: foram 44,3% menores do que em 2014. As importações de bens de capital caíram 20,2%, assim como as de matérias-primas e intermediários. As compras de bens de consumo tiveram retração de 19,6%. Assim como ocorreu com as exportações, o Brasil importou menos de todos os blocos econômicos.
As importações que o Brasil fez de produtos do Oriente Médio foram 32,3% menores, em razão da queda nas compras de petróleo, ureia, querosene, óleos combustíveis, polímeros plásticos e cloreto de potássio. Os principais fornecedores do Brasil em 2015 foram China, Estados Unidos, Alemanha, Argentina e Coreia do Sul.
Dezembro
No último mês do ano, as exportações somaram US$ 16,783 bilhões, com média diária de US$ 762,9 milhões. A média das vendas brasileiras caiu 4% em dezembro de 2015 em relação ao mesmo período de 2014. Na penúltima semana de dezembro, o Brasil registrou a exportação de uma plataforma para exploração de petróleo, por US$ 818 milhões.
Entre as importações, o País comprou em média, por dia, US$ 479,2 milhões, ou 38,7% menos do que em dezembro de 2014. No total, foram importados US$ 10,543 bilhões. O superávit em dezembro foi de US$ 6,24 bilhões.


