São Paulo – A balança comercial brasileira encerrou maio com superávit de US$ 2,760 bilhões, desempenho que ajudou a reduzir o déficit de 2015 para US$ 2,305 bilhões. De acordo com dados do período divulgados nesta segunda-feira (01) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em Brasília, as exportações e as importações continuaram em queda no mês passado em comparação com o mesmo período de 2014.
No mês passado, foram exportados US$ 16,769 bilhões, ou US$ 835,5 milhões pela média diária, valor que representa recuo de 15,2%. As importações de maio deste ano somaram US$ 14,008 bilhões, com média diária de US$ 700,4 milhões. Nesta comparação, a queda foi de 26,6%.
Em relação a maio do ano passado, caíram as exportações nas três categorias de produtos. As remessas de manufaturados somaram US$ 5,810 bilhões, ou 8,6% menos do que em maio do ano passado. Os embarques de semimanufaturados caíram 4,6%, para US$ 1,991 bilhão e as de básicos recuaram 20,8%, para US$ 8,588 bilhões.
Entre os produtos básicos, a principal queda foi nas vendas de minério de ferro. Os embarques do produto recuaram 62,3% para US$ 931 milhões. As vendas de carne bovina tiveram redução de 25,1% e somaram US$ 349 milhões. As vendas de minério de cobre caíram 19,2%, com US$ 152 milhões, e as de petróleo em bruto diminuíram 15,9%, para US$ 1,2 bilhão.
Já entre os manufaturados, as vendas de aviões foram 42,8% menores, com US$ 157 milhões; as de óxidos e hidróxidos de alumínio tiveram redução de 17,4%, para US$ 181 milhões; e as de máquinas para terraplanagem tiveram queda de 6%, para US$ 108 milhões.
As principais quedas nas vendas de produtos semimanufaturados foram as de celulose, que diminuíram 20,8%, para US$ 372 milhões; as de couros e peles, com redução de 16,5%, para US$ 205 milhões; e as de alumínio em bruto, com redução de 10,6%, para US$ 31 milhões.
Entre os destinos, só cresceram as vendas para o Oriente Médio, para a América Latina e Caribe com exceção do Mercosul e para África. As exportações ao Oriente Médio tiveram expansão de 20,7% e foram impulsionadas pelos embarques de soja em grão, açúcar refinado e carne bovina, entre outros. Os envios para a América Latina foram 13,1% maiores em razão do aumento das vendas de petróleo, polímeros plásticos e veículos de carga e as vendas para a África subiram 8,7% devido às vendas maiores de açúcar, carne bovina e soja em grão, entre outros.
Importações
Entre as importações, as principais quedas em valores foram registradas nas contas de combustíveis e lubrificantes (com redução de 44,3%), matérias-primas e intermediários (-25,3%), bens de capital (-24,3%) e bens de consumo (-16,1%). Entre os combustíveis e lubrificantes, o MDIC afirmou que a retração foi resultado dos preços menores de petróleo, naftas, óleos combustíveis, gasolina e gás natural. O Oriente Médio foi a única região que vendeu mais para o Brasil no mês: alta de 36%, em razão da comercialização de petróleo, querosene de aviação, gás natural, aviões e inseticidas, entre outros.


