São Paulo – A balança comercial do Brasil voltou a registrar superávit na quarta semana de outubro. Na terceira semana, havia registrado déficit. Segundo informações do período divulgadas nesta segunda-feira (26), em Brasília, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações entre os dias 19 e 25, com cinco dias úteis, somaram US$ 3,91 bilhões e as importações, US$ 3,808 bilhões. O saldo positivo do período foi de US$ 102 milhões.
Na quarta semana de outubro, o Brasil exportou em média US$ 782,1 milhões por dia, ou 1% a mais do que a média do mês até a terceira semana. A média diária das importações foi de US$ 761,6 milhões, um aumento de 8,2% sobre a parcial do mês até a terceira semana.
De acordo com os dados do MDIC, até a quarta semana, as exportações registram média diária de US$ 777 milhões, ou 2,5% menos do que o desempenho do mês de outubro de 2014. Essa queda foi provocada, segundo o ministério, principalmente pela retração nos embarques de semimanufaturados e de manufaturados.
Entre os semimanufaturados, a retração foi de 13,7%, principalmente devido ao desempenho dos embarques de ferro fundido, couros e peles, semimanufaturados de ferro/aço, alumínio em bruto, açúcar em bruto e ferro-ligas. As vendas de manufaturados caíram 0,9%, com destaque para os embarques menores de açúcar refinado, autopeças, suco de laranja não congelado, óxidos e hidróxidos de alumínios, motores para veículos, laminados planos e máquinas e aparelhos para terraplanagem.
As exportações de produtos básicos cresceram 1,6% até a quarta semana deste mês em comparação com outubro do ano passado. Cresceram os embarques de soja em grão, milho em grão, minério de cobre, farelo de soja, fumo em folhas e algodão bruto.
As importações somaram US$ 722 milhões por dia até a quarta semana de outubro, com queda de 14,9% em comparação a outubro de 2014. Nesta comparação caíram, principalmente, as importações de siderúrgicos (com redução de 35,1%), equipamentos elétricos e eletrônicos (-30,9%), veículos e automóveis e partes (-29,4%), plásticos e obras (-26,4%), instrumentos de ótica e precisão (-20,8%) e equipamentos mecânicos (-18,7%).
No acumulado do ano, a balança comercial registra superávit de US$ 11,128 bilhões. No mesmo período do ano passado, o setor acumulava déficit de US$ 1,927 bilhão.


