São Paulo – O Banco Central revisou para baixo suas estimativas de crescimento da economia brasileira neste ano. Segundo a instituição, o Produto Interno Bruto (PIB) do País deverá crescer 1,6%. A informação consta no Relatório Trimestral de Inflação, que também prevê que a expansão dos preços será de 6,4% ao fim do ano, percentual próximo do teto da meta de inflação, que é de 6,5%.
A edição anterior do Relatório Trimestral de Inflação, referente ao período entre janeiro e março, estimava crescimento de 2% neste ano e inflação em 6,1%. O mesmo documento do Banco Central reduziu de 3,5% para 2,8% a expansão da agropecuária e passou a projetar uma retração para a produção industrial: no documento do primeiro trimestre, a autoridade monetária previa alta de 1,5% na atividade da indústria em 2014. Agora, a previsão é de retração de 0,4%.
A expectativa menor em relação à produção agropecuária foi resultado, segundo informações do Banco Central, da estiagem que atingiu o País nos primeiros meses do ano e que afetou a produção. Já no caso da indústria, a nova previsão é resultado de revisões nas estimativas de desempenho da indústria de transformação e da construção civil. O setor de serviços deverá crescer 2% na nova previsão. Antes, o Banco Central esperava uma alta de 2,2%.

