São Paulo – O Banco Mundial aprovou na última semana um empréstimo de US$ 300 milhões para a Iniciativa Nacional de Desenvolvimento Humano (NIHD, na sigla em inglês) do Marrocos. O dinheiro será utilizado na segunda etapa do projeto NIHD, que foi criado em 2005 para promover o desenvolvimento da população carente em zonas rurais e urbanas. Além disso, outros US$ 50 milhões serão disponibilizados em uma linha de crédito para micro, pequenas e médias empresas se desenvolverem.
O programa NIHD foi criado para financiar projetos que tinham como foco o aumento da renda da população pobre, promover acesso aos serviços básicos e levar infraestrutura a áreas carentes. A segunda fase do NIHD irá cobrir o dobro da área beneficiada pela primeira etapa e terá um orçamento maior: US$ 2,1 bilhões. Antes, US$ 1,7 bilhão foi utilizado.
A concessão deste empréstimo está relacionada, no entanto, aos resultados que as autoridades marroquinas entregarão. Ou seja, o dinheiro só chegará ao projeto se a população realmente for beneficiada. Entre os resultados atrelados ao financiamento, segundo informações do Banco Mundial, estão melhorias na educação para meninas que vivem nas zonas rurais, maior acesso da população à água, aumento do número de atividades de geração de renda e maior participação de mulheres e jovens na governança do NIHD.
O líder do projeto NIHD no Banco Mundial, Mohamed Medouar, disse que a concessão de crédito baseada nos resultados obtidos pelo programa será um estímulo para incluir os grupos de pessoas mais vulneráveis. “O foco em resultados verificáveis está de acordo com um compromisso de governança aberta e transparente”, disse.
Financiamento às empresas
A linha de crédito de US$ 50 milhões disponibilizada às micro, pequenas e médias empresas tem como foco, segundo o Banco Mundial, permitir que companhias que hoje não são atendidas pelos programas governamentais consigam obter financiamento para seus projetos. Nesse contexto estão mulheres empreendedoras e negócios que estão nos seus primeiros meses de operação. O grupo de micro, pequenas e médias empresas compreende, segundo o Banco Mundial, 90% das firmas marroquinas e gera a maior parte dos empregos.

