São Paulo – O Banco Mundial (Bird) aprovou a concessão de US$ 8 bilhões para o Brasil usar em ações de combate à extrema pobreza entre julho de 2011 e junho de 2015. O dinheiro deve ser utilizado em projetos do programa “Brasil sem Miséria”, lançado este ano pelo governo federal para tirar 16 milhões de brasileiros da extrema pobreza.
Desse total, US$ 5,8 bilhões serão emprestados pelo Banco Mundial aos governos federal, estaduais e municípios. O restante virá de empréstimos da International Finance Corporation (IFC), braço privado do Bird, para ser utilizado pela iniciativa privada em 2012 e 2013.
Segundo o Bird, a Parceria Estratégica (CPS, na sigla em inglês), como a iniciativa é chamada, deverá reforçar o combate à pobreza no Nordeste do País, onde vivem 59% dos brasileiros extremamente pobres. O projeto, no entanto, não é limitado aos estados desta região.
Segundo o Banco Mundial, quatro “objetivos estratégicos” deverão ser alcançados até 2015 com o uso desse dinheiro: melhorar a qualidade e a cobertura dos serviços para a população de baixa renda para levar pelo menos 85% dos 40% mais pobres à pré-escola; promover o desenvolvimento econômico e social regional, o que inclui ampliar o tratamento de esgoto de 70% para 75% das moradias; melhorar a gestão dos recursos naturais com redução de pelo menos 100 milhões de toneladas de carbono emitidas anualmente pela agricultura; e aumentar a eficiência dos investimentos públicos e privados.
O diretor do Bird para o Brasil, Makhtar Diop, disse que na última década o Brasil combinou crescimento econômico com estabilidade e progresso social ao tirar “dezenas de milhões de pessoas da pobreza”. Ele acrescentou que a meta, agora, é levar os esforços ainda mais adiante. “A nova Estratégia de Parceria vai ajudar o Brasil a alcançar esse marco sem precedentes, apoiando a convergência econômica e social através da integração produtiva e do crescimento”, disse Diop em nota divulgada pelo Bird.

