Da redação
São Paulo – A produção de madeira e móveis da região amazônica brasileira vai ganhar impulso com o aporte de US$ 2,1 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A instituição, por meio do seu Fundo Multilateral de Investimentos, vai doar o valor para o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) promover a competitividade do setor e o desenvolvimento sustentável da cadeia.
O objetivo é encontrar e implementar soluções tecnológicas para agregar valor aos móveis e à madeira produzida por pequenas empresas do setor nos estados do Amazonas e do Pará. Os dois são considerados o coração geográfico e econômico da Amazônia brasileira, que abriga a maior floresta tropical do mundo. A Amazônia representa dois terços das florestas tropicais do globo e seu território abrange oito dos 27 estados brasileiros.
O projeto também tem por objetivo encontrar formas sustentáveis de produção, sem agredir o meio ambiente. Os principais desafios do setor, segundo informações publicadas pela assessoria de imprensa do BID, são encontrar tecnologias de coleta e processamento de madeira eficientes e sustentáveis do ponto de vista ambiental, dar maior rendimento à madeira no seu processamento inicial, já que 60% das toras acabam em fragmentos, aproveitar melhor as espécies nativas e achar tecnologias de secagem apropriadas.
Por meio do programa do Sebrae, que contará com os recursos do BID, será formada uma rede de serviços tecnológicos, fortalecidas as pequenas empresas, treinados os profissionais da área e também feita uma campanha pública de educação sobre o uso da madeira. A idéia é também promover a troca de conhecimento na área entre os diferentes produtores da região. "Este projeto deverá estimular o fornecimento de serviços tecnológicos a pequenas empresas e criar um conjunto de novos produtos em forma de serviços para esses negócios", diz o chefe do projeto no Fundo do BID, Claudio Cortellese.
Ele acredita que o trabalho deverá gerar novos negócios para os produtores da região. "Para que a saúde biológica da Amazônia reflita-se efetivamente no desenvolvimento econômico sustentável da região, é preciso que haja um aumento no valor agregado da madeira em seu processamento industrial. Para isso, a cadeia de valor precisa desenvolver um enfoque em produtos de alta qualidade, não apenas em termos de suas características estéticas, funcionais e de segurança, mas também em termos de sua sustentabilidade ambiental", disse Cortellese.
O Fumin é um fundo autônomo administrado pelo BID, que apóia o desenvolvimento do setor privado na América Latina e no Caribe, com foco em micro e pequenas empresas. O Sebrae é uma associação do setor privado que promove o desenvolvimento, a capacitação e a competitividade das micro, pequenas e médias empresas.

