São Paulo – O Banco Mundial aprovou na quarta-feira (21) o Projeto de Fortalecimento da Resistência do Sistema de Saúde voltado à Palestina. O projeto, criado principalmente para atender às necessidades da Faixa de Gaza, irá destinar US$ 8,5 milhões à Autoridade Nacional Palestina (ANP), para que ela mantenha em funcionamento os serviços de saúde e para que os hospitais tenham mais estrutura para suportar aumentos súbitos na demanda por atendimento.
Um comunicado divulgado pelo Bird explica que, devido aos conflitos ocorridos em Gaza, nos meses de julho e agosto passados, o sistema médico do território teve gastos muito elevados no atendimento de pacientes, o que prejudicou fortemente a economia palestina.
O conflito gerou um número muito alto de vítimas. Outros fatores que agravaram as questões de saúde no território foram problemas com limpeza, esterilização e um aumento na taxa de infecções após os pacientes receberem alta nos hospitais.
“Agora é mais urgente e importante do que nunca apoiar a Autoridade Palestina a construir sistemas e instituições resistentes”, afirmou Samira Hillis, chefe de Operações Sênior do Banco Mundial e líder de Projetos, segundo o comunicado.
“Mais de um terço dos palestinos já eram pobres ou vulneráveis quando o conflito começou. A guerra causou um grande prejuízo em termos de vidas humanas e infraestrutura, além de pacientes que precisam de tratamento de longo prazo, os quais já somam mais de mil casos”, destacou.
O projeto irá fornecer combustível aos hospitais em Gaza, que sofrem constantemente com quedas de energia, além de fornecer outros materiais básicos para o atendimento dos pacientes. O projeto também irá definir um plano de ação para universalizar a cobertura de saúde que incluirá um calendário e o planejamento das ações necessárias para fortalecer a capacidade de entrega dos serviços, reduzir as perdas do sistema e assegurar uma melhor qualidade dos serviços de saúde.
“Nos últimos anos, o espaço fiscal disponível para a entrega dos serviços públicos essenciais tem diminuído gradualmente nos Territórios Palestinos, principalmente, devido à desaceleração do crescimento econômico e à redução do recebimento de doações”, destacou Steen Lau Jorgensen, diretor do Banco Mundial para Cisjordânia e a Faixa de Gaza, segundo a nota da instituição.
“O ministério da Saúde já iniciou reformas para lidar com as crescentes despesas de transferência de pacientes [para fora de Gaza], que são fiscalmente insustentáveis e esperamos poder apoiar novas reformas”, completou.
O projeto apoia a padronização de processos, a consolidação do fluxo de informações e bancos de dados, capacitação e a construção de instalações de qualidade. Ele também apoia o desenvolvimento e implementação de uma estrutura para compras estratégicas e serviços de transferência.


