São Paulo – O Banco Mundial (Bird) anunciou nesta quarta-feira (19) a liberação de um empréstimo de US$ 9,2 milhões ao Iêmen e cobrou que a comunidade internacional cumpra as promessas de doações ao país feitas em 2012. Em um encontro realizado em Sana’a, capital, o Bird, autoridades locais e representantes de outros países combinaram de realizar em setembro deste ano uma conferência de alto nível para promover o desenvolvimento do Iêmen.
Dos US$ 9,2 milhões liberados, US$ 5 milhões serão utilizados no Projeto de Modernização das Finanças Públicas, que torna mais transparente o uso do dinheiro público e aperfeiçoa a execução orçamentária de 17 ministérios e três departamentos do governo do Iêmen. Esse programa já havia recebido US$ 12 milhões do Banco Mundial em 2011.
Outros US$ 4,2 milhões serão utilizados no Projeto Piloto de Revitalização de Empresas e Empregos. A meta é permitir a contratação de 400 estagiários por companhias privadas instaladas no Iêmen e ajudar 400 pequenas empresas a aperfeiçoar seus produtos e processos e a entrar em novos mercados. O total liberado agora é parte de um empréstimo de US$ 900 milhões que prevê o desenvolvimento de áreas consideradas importantes para o país.
Pedido de doação
O Banco Mundial também pediu nesta quarta-feira que a comunidade internacional cumpra as promessas de doações feitas ao Iêmen em 2012. No ano passado, um encontro realizado para reunir doadores em Riad, na Arábia Saudita, recebeu promessas de doações que somavam US$ 7,9 bilhões para apoiar a transição política do país. Até agora US$ 2 bilhões foram doados.
O diretor do Bird para Egito, Djibuti e Iêmen, Hartwig Schafer, disse que os iemenitas têm demonstrado coragem para “embarcar em um caminho em direção à paz e à [geração de] oportunidades”. “A comunidade internacional, em troca, se comprometeu com uma parceria baseada em doações e know-how para acompanhar o Iêmen nesta jornada”, afirmou Schafer, segundo o comunicado da instituição.
No encontro realizado nesta quarta-feira em Sana’a, o Banco Mundial afirmou que as autoridades locais precisam se esforçar mais para garantir o avanço de reformas econômicas elaboradas para apoiar a transição política do país. O Bird e o Iêmen deverão estabelecer na conferência de setembro um calendário de reformas econômicas para ser implementado e que tenha como metas promover a geração de empregos no setor privado, transparência e assistência social aos mais vulneráveis.


