São Paulo – O Banco Mundial e o Banco Islâmico de Desenvolvimento vão trabalhar juntos para desenvolver as finanças islâmicas ao redor do mundo. De acordo com um memorando de entendimentos assinando no domingo (14) entre as duas instituições, fortalecer o setor e incentivar empresas e pessoas a utilizarem esses serviços vai ajudar países e companhias em seu desenvolvimento.
O acordo prevê o desenvolvimento de projetos que tragam como resultado o crescimento e a inclusão, a realização de pesquisas sobre gestão de finanças islâmicas e a capacitação dos serviços financeiros islâmicos para promover a estabilidade monetária e para aumentar o acesso a esses serviços.
Segundo Banco Mundial, a quantidade de negócios celebrados sob as regras das finanças islâmicas está crescendo. Os ativos em finança islâmica somaram, em 2010, US$ 1 trilhão. Até o fim dos anos 1980, não passavam de US$ 5 bilhões. A estimativa da instituição é que em 2011 os ativos tenham chegado a US$ 1,2 trilhão.
As finanças islâmicas determinam, por exemplo, que um banco islâmico não pode cobrar juros se empresta dinheiro nem deve pagar juros para captar dinheiro. Também não pode financiar projetos relacionados aos jogos, álcool ou armas. Seus ativos devem vir principalmente da produtividade e não da especulação.

