São Paulo – O Banco Mundial reduziu sua previsão de crescimento dos países em desenvolvimento para este ano. Segundo o relatório Perspectivas Econômicas Globais (GEP, na sigla em inglês), divulgado nesta terça-feira (10) pela instituição, o avanço deverá ser de 4,8%. Em janeiro, o Bird estimava 5,3%.
De acordo com comunicado do banco, o fraco desempenho da economia internacional no primeiro trimestre “atrasou” uma esperada aceleração do crescimento. Entre os fatores que contribuíram para esta situação estão o mau tempo nos Estados Unidos, a crise na Ucrânia, um processo de reequilíbrio na China, instabilidade política em vários países de renda média, progresso lento em reformas estruturais e outros gargalos.
No longo prazo, porém, as perspectivas são mais otimistas. O banco acredita que as economias em desenvolvimento vão avançar 5,4% em 2015 e 5,5% em 2016. “É um bom crescimento, mas um crescimento que não será suficientemente forte para atender a meta de reduzir a pobreza para 3% até 2030, de modo que são necessários esforços adicionais para fazer reformas estruturais e obter um crescimento um pouco mais forte”, disse Andrew Burns, principal autor do levantamento em depoimento postado no site do Bird.
Na avaliação do presidente da instituição, Jim Yong Kim, as taxas de crescimento nas nações em desenvolvimento seguem “modestas para criar os empregos que necessitamos para melhorar as vidas dos 40% mais pobres”. Como Burns, ele destacou que os países precisam “investir mais” em reformas estruturais.
Por outro lado, a expectativa em relação às economias desenvolvidas é de aceleração. Segundo o banco, este grupo de nações deverá crescer 1,9% este ano, 2,4% em 2015 e 2,5% em 20016. Vale lembrar que os Estados Unidos e a Europa estão se recuperando de um longo período de crise. O Bird avalia que as nações ricas vão contribuir com mais da metade do crescimento mundial nos próximos dois anos, contra menos de 40% em 2013.
“A aceleração das economias de alta renda servirá de importante ímpeto para os países em desenvolvimento”, diz o comunicado divulgado pela instituição. As nações desenvolvidas deverão contribuir para a demanda global com US$ 6,3 trilhões nos próximos três anos, ante US$ 3,9 trilhões nos três últimos anos.
De forma geral, o relatório estima o crescimento global este ano em 2,8%. Para 2015, a previsão é de 3,4% e para 2016, de 3,5%.
Para a América Latina e Caribe, a previsão de avanço para 2014 é de 1,9%, com aceleração para 2,9% em 2015 e 3,5% em 2016. Para o Oriente Médio e Norte da África, a estimativa para este ano também é de 1,9%, com aumento para 3,6% em 2015 e recuo para 3,5% em 2016.


