São Paulo – O Banco Mundial lançou um mecanismo para apoiar projetos que promovam a geração de empregos nas áreas rurais do Egito. O investimento será de US$ 1,4 milhão, de acordo com informações divulgadas em nota pela entidade na quinta-feira (08).
O programa Desenvolvimento de Mercado do Egito (DM, na sigla em inglês) promove uma competição entre projetos de instituições e irá destinar recursos e oferecer apoio técnico a organizações que demonstrarem potencial de criação de postos de trabalho no setor agrícola do país.
“Nosso foco é na região do Alto Egito”, afirma Hartwig Schafer, diretor do Banco Mundial para o Egito. “Com esta competição aberta, esperamos estimular a economia rural como um modo de criar oportunidades em regiões remotas e vilas onde a pobreza é mais aguda.” Alto Egito é como é conhecida a parte sul do país.
De acordo com a nota do Bird, o DM estimula inscrições de empresas privadas e organizações da sociedade civil que tenham propósito de missão social. As inscrições passam por avaliação por mérito realizada por painéis de especialistas em desenvolvimento de dentro e de fora do Banco Mundial.
O foco do Desenvolvimento de Mercado no Egito é nas organizações que atuam com processamento de alimentos, gerenciamento de resíduos agrícolas, artesanato e outros aspectos da economia agrícola.
Uma série de seminários será realizada em quatro estados do Alto Egito: Assuit, Qena, Aswan e Menia, com o objetivo de mobilizar organizações da sociedade civil e também empresas para que haja uma alta aderência à competição.
Além de recursos financeiros, os projetos inscritos poderão receber apoio de aconselhamento da Corporação Internacional de Finanças (IFC, na sigla em inglês) em áreas que vão da governança corporativa ao gerenciamento ambiental. A IFC é o braço do Banco Mundial para o setor privado. O suporte técnico também estará disponível para empresas, fundações e organizações internacionais no Egito.
“Empresas socialmente conscientes podem desempenhar um papel poderoso no desenvolvimento do Egito, não somente criando empregos, mas também combatendo uma série de pressões sociais”, afirma Magdi Amin, gerente para Ambiente de Investimento no Oriente Médio e Norte da África da IFC. “Esta competição ajudará a destacar o enorme trabalho que algumas destas empresas realizam.”

