São Paulo – Os investimentos em infraestrutura deverão somar R$ 578,9 bilhões de 2015 a 2018 e superar em 19,9% o total investido de 2010 a 2013, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A instituição anunciou a projeção no mesmo dia em que o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) revelou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil recuou 1,9% no segundo trimestre deste ano em comparação com o primeiro.
No entanto, a estimativa sobre os investimentos totais no País, incluindo infraestrutura e indústria, é de R$ 1,19 trilhão de 2015 a 2018, o que representa uma queda de 1,57% em comparação com o período de 2010 a 2013. As previsões são parte da pesquisa de perspectivas de investimento da economia brasileira feita pela Área de Pesquisa e Acompanhamento Econômico do BNDES.
Em nota, o BNDES afirmou que a atualização do estudo foi concluída em julho e já leva em conta o cenário de retração da economia brasileira e a revisão dos planos de investimento da Petrobras. Mesmo assim, afirma o estudo, os impactos dos ajustes na economia “praticamente” não se fazem notar entre os investimentos em infraestrutura. “Tal comportamento reflete o grande espaço a ser ocupado na trajetória de construção, modernização e integração da logística nacional”, afirma o banco.
As áreas de infraestrutura que deverão ter mais investimentos de 2015 a 2018 do que tiveram de 2010 a 2013 são as de energia elétrica, telecomunicações, rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, e mobilidade urbana. Neste caso, o aumento no aporte de recursos deverá chegar a R$ 49,69 bilhões, ou 300% a mais do que no período anterior. Saneamento deverá ser o único setor com menos investimentos.
No caso da indústria, porém, haverá queda nos aportes de recursos em projetos e desenvolvimento. Deverão ser investidos R$ 612,3 bilhões até 2018, ou 15,8% menos do que entre 2010 e 2013. As estimativas do levantamento indicam queda nos investimentos nas indústrias de petróleo e gás, extrativa mineral, alimentos, bebidas, siderúrgica, química, sucroenergética e automotiva. Já as indústrias de eletroeletrônicos, aeroespacial e de defesa, de papel e celulose, e do complexo industrial da saúde deverão ampliar seus investimentos.
O BNDES afirmou que a pesquisa tem um índice de acerto de 90% entre os investimentos projetados e aqueles efetivamente realizados. Ainda segundo o banco, a pesquisa abrange projetos das empresas que podem ou não ter apoio do BNDES. A pesquisa não é um indicativo de quanto poderá ou não ser financiado pelo banco.


