São Paulo – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai buscar investidores árabes para projetos no Brasil. Segundo disse nesta sexta-feira (06), em São Paulo, o presidente da instituição, Luciano Coutinho, faz parte da estratégia do banco realizar ‘road shows’ no exterior para atrair capitais para fundos de investimentos e projetos nas áreas de infraestrutura, produção de etanol, petróleo e gás, agronegócio, meio ambiente, entre outras.
“O Brasil tem uma riquíssima carteira de opções de projetos”, disse. “E existem bolsões de poupança ao redor do mundo, fundos soberanos, que podem destinar uma fração pequena de seus ativos para alternativas de investimentos de alta qualidade que existem aqui”, acrescentou Coutinho.
Nesse sentido, ele ressaltou que “um dos alvos importantes” desses esforços serão os países árabes, especialmente os da região do Golfo, que, apesar da queda recente no preço do petróleo, acumularam grandes volumes de poupança nos últimos anos, quando a commodity estava em alta.
No mês passado, o governo anunciou um aporte de US$ 100 bilhões do Tesouro Nacional no banco para financiamentos em diferentes setores. De acordo, com Coutinho, a medida serviu para afastar dúvidas sobre a capacidade de capitalização da instituição. “Isso não significa que vamos ficar de braços cruzados. Vamos buscar oportunidades. Só não nos interesse captar dinheiro caro”, afirmou.
No ano passado, o banco brasileiro liberou R$ 92,2 bilhões, ou cerca de US$ 40 bilhões, em empréstimos, mais do que instituições multilaterais de fomento, como o Banco Mundial, que desembolsou US$ 13,5 bilhões, e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que emprestou US$ 7 bilhões.
O executivo disse que o BNDES mantém linhas de crédito e negociações com essas instituições e outras, como o japonês JBIC. O banco financia não só projetos no Brasil, mas em outros países também, desde que envolvam empresa, serviços ou produtos brasileiros.
Ainda na seara internacional, o BNDES pretende abrir agora no primeiro semestre um escritório de representação em Montevidéu, capital do Uruguai, e vai constituir uma subsidiária em Londres, na Inglaterra.

