Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) teve um lucro recorde de R$ 2,399 bilhões no terceiro semestre do ano. No acumulado do ano, o lucro chegou a R$ 5,716 bilhões.
O resultado no terceiro semestre, divulgado na última sexta-feira (10), supera em 276% o lucro líquido obtido no mesmo período de 2005 (R$ 638 milhões). O desempenho nos nove primeiros meses do ano é 132% maior que o valor acumulado entre janeiro e setembro do ano passado (R$ 2,467 bilhões).
O presidente do BNDES, Demian Fiocca, disse que o resultado positivo deve-se à eficiência de gestão do banco. "Ele não vem do aumento da cobrança de juros, vem de outros aspectos da gestão. O que coseguimos este ano foi um desempenho muito bom no sentido de equacionar antigas operações que estavam inadimplentes. Outra parte veio da venda de ações."
A maior contribuição para o recorde veio da participação em ações de outras empresas, como Banco do Brasil, Vale do Rio Doce e Companhia Siderúrgica Nacional. As ações geraram lucro para o banco de R$ 3,022 bilhões, ou porque valorizaram no mercado ou porque foram vendidas, como no caso do BB.
O lucro com a carteira de renda variável foi de R$ 2,491 bilhões. Isso representa a soma do que foi obtido com o pagamento de credores, mais a "liberação" de R$ 1,096 bilhão da "provisão para risco de crédito" – um fundo de proteção sobre prováveis perdas, calculado de acordo com a probabilidade de os credores pagarem suas dívidas.
Segundo Fiocca, o BNDES se beneficou principalmente da compra da Brasil Ferrovias pela América Latina Logística (ALL), que assumiu o pagamento da dívida de cerca de R$ 1 bilhão que a Brasil Ferrovias tinha com o banco. A operação comercial ocorreu em maio deste ano.

