Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Brasil vai ajudar a construir fábricas de medicamentos em Moçambique e na Nigéria e formar técnicos da área de saúde – principalmente médicos e enfermeiros – nestes dois países e também em Angola. Para isso foi assinado ontem (9) um protocolo de intenções entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Petrobras.
"A África, de maneira geral, tem grandes problemas no acesso a medicamentos, sobretudo aos antiretrovirais, usados para tratar da aids", disse o presidente da Fiocruz, Paulo Buss. Buss disse que também será construído um Instituto Nacional de Saúde Pública em Moçambique e outro em Angola, que chamou de "mini Fiocruz".
Segundo ele, a parceria com a Petrobras, empresa que tem interesses econômicos no continente africano, onde explora campos de petróleo, faz parte da política externa brasileira para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da comunidade sul-americana.
O presidente da Fiocruz estimou que cada fábrica de medicamentos levará de dois anos e meio a três anos para ficar pronta e custará US$ 20 milhões. Ele disse que em Moçambique já existe uma fábrica de grande porte que fabrica soros e será reformada para produzir comprimidos.
Segundo o diretor de Farmanguinhos, Eduardo Costa, os três primeiros medicamentos produzidos serão antiretrovirais contra a Aids: lamivudina, nevirapina e estavudina. Costa sugeriu que, até começar a produção dos medicamentos na África, a Petrobras pode colaborar com o envio de remédios produzidos no Brasil.
Buss disse que a criação da Escola de Saúde Pública de Angola será possível com a formação do primeiro escalão de dirigentes do sistema de saúde, através da preparação de 33 professores, que está sendo feita no local por técnicos da Fiocruz . Em Moçambique, segundo ele, o mestrado dos professores começa em março de 2008.

