Marina Sarruf
São Paulo – O Brasil pode voltar a ser um exportador de borracha natural. Segundo o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, o país atualmente importa dois terços do que é consumido, porém, tem capacidade para ter uma produção competitiva. "Temos um potencial de produção formidável que não pode ser desperdiçado", afirmou o ministro hoje (08) na sede da Sociedade Rural Brasileira (SRB) em São Paulo.
De olho nesse potencial, o governo brasileiro, junto com empresários, inauguraram hoje na SRB a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Borracha, que tem como objetivo unir todos os elos da cadeia do setor para melhor o desenvolvimento da atividade no país. "A idéia é criar mecanismos para recuperar a produção interna e a partir daí nos transformamos em exportadores", disse Rodrigues.
Segundo ele, é necessário organizar a cadeia produtiva da borracha para tornar o produto final mais competitivo e sustentável. O país produz anualmente 100 mil toneladas de borracha e consome 300 mil toneladas. De acordo com o presidente da SRB e da Câmara Setorial da Borracha, João de Almeida Sampaio, o Brasil tem cerca de 140 mil hectares de seringueiras destinadas à produção e pode atingir 220 mil hectares nos próximos dez anos.
A cadeia produtiva da borracha gera entre 70 e 80 mil empregos diretos no plantio e 150 mil no processo industrial de beneficiamento do produto. Segundo Sampaio, os principais países produtores são Tailândia, com 2,4 milhões de toneladas, Indonésia, com 2 milhões, e Índia, com 800 mil toneladas.

