Alexandre Rocha
São Paulo – O Brasil, a Argélia e mais três países em desenvolvimento vão receber um prêmio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) por causa do apoio que deram às vítimas do tsunami que atingiu a Ásia em dezembro do ano passado e deixou mais de 230 mil mortos e desaparecidos, além de uma legião de desabrigados.
De acordo com o PNUD, o Brasil vai ser homenageado por ter mobilizado o seu setor privado nas doações para as nações atingidas. As contribuições mais importantes, segundo o organismo, foram feitas pela TIM do Brasil, operadora de telefonia celular, e pela Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa).
A Argélia e a China, por sua vez, foram os maiores contribuintes individuais. Também vão receber a homenagem Benin, país africano que, de acordo com PNUD, apesar de ser tradicionalmente um recebedor de contribuições internacionais, se juntou aos esforços de ajuda às vítimas e fez uma "doação significativa"; e Samoa, que fez a maior contribuição entre os pequenos países insulares em desenvolvimento.
De acordo com o PNUD, o prêmio será um reconhecimento pelo compromisso que estas nações têm com a cooperação e a solidariedade sul-sul. Ao todo, 11 países em desenvolvimento – que além dos cinco citados, incluem as Ilhas Comores, Egito, Jamaica, Trinidad e Tobago, Tuvalu (na Oceania) e Venezuela – doaram US$ 3,5 milhões às nações atingidas pelo maremoto por meio de um fundo de cooperação sul-sul criado pela ONU.
A homenagem será feita durante o 2ª Dia da Cooperação Sul-Sul, evento que vai ocorrer no dia 19 na sede da ONU em Nova York. Este ano, o tema da reunião será "Celebrando o Sul Global: Diversidade e Criatividade". O objetivo do encontro, segundo o PNUD, é ressaltar a importância das indústrias criativas na busca pelas Metas do Milênio. Além de debates e homenagens, o evento vai contar com performance de dança, música e artes visuais de artistas da África, Ásia, América Latina, Caribe e Oriente Médio.

