São Paulo – O Brasil e o Catar podem ser parceiros no desenvolvimento de projetos. A avaliação é do presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Salim Taufic Schahin, que na quarta-feira (20) participa de almoço, em Brasília, em homenagem ao emir do país árabe, Hamad Bin Khalifa Al Thani, oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“A visita do emir é muito importante, em função do Catar ser um país que tem se revelado bastante pujante”, disse Schahin. Ele destacou o avanço econômico e as grandes descobertas de hidrocarbonetos, especialmente gás, feitas na região norte do país.
O executivo acrescentou que o Catar tem demonstrado capacidade de desenvolvimento em outras áreas além da economia, como as comunicações, com a criação da rede de TV Aljazeera, e a cultura, com a inauguração em 2008 do Museu de Arte Islâmica de Doha.
Ele lembrou que o Catar é um país pequeno, embora dotado de grandes recursos, e busca oportunidades de investimentos no exterior. “Temos coisas a desenvolver em conjunto, queremos tê-los como parceiros”, afirmou Schahin. “O Brasil pode ser recipiente [desses investimentos]”, acrescentou.
O emir virá ao Brasil acompanhado do primeiro-ministro, Hamad Bin Jassem Al Thani, que pretende se reunir com representantes de grandes empresas brasileiras em busca de oportunidades de investimentos no país.
Interesse
De acordo com o embaixador do Brasil em Doha, Ânuar Nahes, houve um aumento considerável do interesse dos brasileiros no Catar nos dois anos em que ele ocupa o posto. Ele afirmou que cresceu o número de visitas de autoridades, de profissionais de áreas técnicas para participar de seminários e de missões comerciais.
O diplomata destacou que muitas empresas brasileiras novas e que contam “com alto conteúdo tecnológico” têm procurado negócios no Catar, tendo à frente executivos bem preparados.

