Brasília – O Brasil e a China vão puxar o crescimento do setor de entretenimento e mídia nos próximos cinco anos entre os 12 maiores países. A conclusão é de um estudo divulgado hoje (15) pela consultoria Pricewaterhouse Coopers. Para a elaboração do relatório, foram avaliados 48 países.
Segundo a pesquisa, o setor deverá crescer no Brasil a uma taxa de 8,7% ao ano até 2014, ficando atrás apenas da China, que deverá crescer a um ritmo de 12% ao ano. A média global de crescimento deverá ser de 5% ao ano, diz a Pricewaterhouse.
As informações são da BBC Brasil. Para realizar o estudo foi avaliado o desempenho de setores como o acesso à banda larga e às redes de telefonia celular, a publicidade na internet e em telefones celulares, além da acessibilidade aos vídeo por meio da internet, a assinatura de TV por celular, anúncios televisivos online e por celular, a distribuição de música por meios digitais, entre outros.
Para a consultoria, o crescimento na China se deve à economia vibrante e aos avanços na internet de banda larga, que deverão estimular outros segmentos. Em 2011, a China deverá ultrapassar a Alemanha, tornando-se o terceiro maior do setor, atrás apenas dos Estados Unidos e do Japão.
No Brasil, o crescimento também será resultado da economia forte, diz a Pricewaterhouse. Segundo o relatório, as tecnologias digitais terão impacto cada vez maior em todos os setores de entretenimento e mídia, enquanto a transformação digital continuará a se expandir.
Globalmente, a indústria deverá crescer de US$ 1,3 trilhão para US$ 1,7 trilhão até 2014. “O cenário de incerteza econômica não fez nada para diminuir o ritmo de mudanças, que já é bem mais rápido do que o previsto há 12 meses”, diz o relatório da consultoria.
A América Latina foi a região que apresentou maior crescimento no setor nos últimos cinco anos. Em 2009, ano em que os investimentos diminuíram na maior parte das regiões, a América Latina apresentou crescimento de 3,9%. A outra região que teve expansão foi a Ásia-Pacífico, com crescimento de 1,3%.
A previsão é de que a Ásia-Pacífico cresça a um ritmo de 6,4% ao ano até 2014, mas quando o Japão não é levado em conta, o número sobe para 9,2%. Na América Latina, o setor deverá se expandir a uma taxa de 8,8% ao ano. Na América Latina, o setor foi avaliado em US$ 50 bilhões em 2009, sendo que o Brasil responde por US$ 23 bilhões desse valor.
O relatório da Pricewaterhouse Coopers analisa e faz previsões sobre 13 segmentos da indústria do entretenimento em quatro regiões do globo: América do Norte (que inclui Estados Unidos e Canadá), Emea (Europa, África e Oriente Médio), Ásia-Pacífico e América Latina.

