Da redação
São Paulo – Com um movimento financeiro de US$ 13,8 bilhões no ano passado, o Brasil pulou da sexta para a quarta posição no ranking mundial de consumo de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. Os dados são do instituto de pesquisa Euromonitor, que acompanha o consumo das dez maiores indústrias no mundo.
O aumento do consumo nacional do setor de 34,2%, contra 8,2% registrado no mercado mundial, garantiu ao Brasil a quarta colocação global. Os três países situados à frente do Brasil no ranking são Estados Unidos, Japão e França.
"A expectativa é de que, com um crescimento anual superior a 20%, possamos atingir a terceira posição em 2007 ou, no máximo, 2008", afirma João Carlos Basilio da Silva, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).
De acordo com o presidente da Abihpec, algumas razões explicam esse crescimento acelerado: a redução da carga tributária de produtos como protetores solares, papéis higiênicos e absorventes, a criação de novos hábitos de consumo e o constante esforço da indústria do setor em lançar novos produtos competitivos.
Novos mercados
A indústria brasileira de cosméticos tem ampliado seus mercados no exterior, embora os países da América do Sul ainda sejam os principais destinos. Nos últimos anos, novos mercados, como os países árabes, passaram a fazer parte da lista de importadores. O mercado em maior expansão é o dos Emirados Árabes Unidos, seguido do Líbano, Jordânia e Líbia.
De acordo com informações da Abihpec, a entidade busca a ampliação do leque de compradores do setor, principalmente apoiando a participação de empresas brasileiras em feiras internacionais.

