São Paulo – O Conselho Empresarial Brasil-Tunísia será reativado e terá suas atividades retomadas a partir do próximo mês. Nesta quinta-feira (16), representantes da parte brasileira do órgão tiveram encontro na Câmara de Comércio Árabe Brasileira para definir as metas e o modo de trabalho do grupo. O encontro com os membros tunisianos do conselho para a reformulação do órgão acontece no dia 05 de maio, em São Paulo.
“O conselho existe desde 2002. Com a Primavera Árabe, ele deu uma parada porque tudo mudou lá, inclusive os nossos interlocutores”, explicou Rubens Hannun, vice-presidente de Comércio Exterior da Câmara Árabe e cônsul-honorário da Tunísia em São Paulo. De acordo com o executivo, o diálogo entre as partes foi retomado em 2013 e, agora, com um novo governo estabelecido no país árabe, o órgão “ganhou força para sua renovação”.
Hannun apontou que a parte brasileira do conselho será composta, inicialmente, por representantes de setores como turismo, indústria, fertilizantes, alimentos e bebidas, energia elétrica e produtos farmacêuticos.
Ele afirma, no entanto, que a composição ainda está em formação e não está fechada a novas participações. “O objetivo é ser ágil e flexível”, afirmou, destacando que somente representantes de entidades setoriais poderão integrar o conselho.
Da parte tunisiana, o órgão será composto por membros dos setores agroalimentar, consultoria e turismo e entidades ligadas ao meio ambiente, comércio de carne, produção e exportação de azeite de oliva e comércio internacional em geral.
A delegação que virá ao Brasil no próximo mês será chefiada por Hassine Bouzid, ex-embaixador da Tunísia no Brasil. A visita da missão árabe acontece no contexto da participação de empresas tunisianas na feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas).
“A importância do conselho é que ele deve propor sugestões aos governos visando eliminar as dificuldades existentes no comércio, investimento, turismo e outras áreas. Além disso, ele deve estimular a ampliação da participação em feiras e exposições e missões comerciais”, ressaltou Michel Alaby, diretor-geral da Câmara Árabe.
Alaby destacou que o comércio é o “início” das relações entre os países, e que estas devem ser ampliadas como, por exemplo, com a instalação de indústrias de um país no outro e a utilização destas sucursais como plataformas de exportação para nações vizinhas.
O diretor-geral da Câmara Árabe apontou ainda que o Mercosul e a Tunísia possuem um acordo quadro que está para entrar na fase de negociações de barreiras tarifárias e não tarifárias, precedendo a assinatura de um acordo de livre comércio.
Ele lembrou que o acordo é firmado entre os governos dos dois países, mas que o setor privado, por meio das entidades setoriais, pode levar seus pleitos aos governos para que eles sejam levados em consideração na hora das negociações.


