São Paulo – O Brasil aumentou suas exportações de laranja aos países árabes entre janeiro e julho deste ano. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Brasil embarcou 1,9 mil toneladas da fruta ao mundo árabe no período, contra 1,8 mil nos mesmos meses de 2009. Houve aumento de 5,5%. Em valores o crescimento foi ainda maior, de 23%. A receita saiu de US$ 814 mil de janeiro a julho do ano passado para US$ 1,037 milhão neste ano.
As compras foram feitas por um único país na região: Arábia Saudita, que foi o terceiro maior importador de laranja brasileira neste ano. No ano passado, além dos sauditas – que também foram os maiores compradores do período – importaram laranja brasileira os Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Bahrein e Catar, no mundo árabe.
“Alguns países árabes, como Argélia e Egito, têm produção de laranjas”, diz o presidente executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Christian Lohbauer, complementando que isso não ocorre, no entanto, no Oriente Médio.
Segundo Lohbauer, o Brasil exporta pouca laranja. O empecilho é sanitário, já que não são aceitas no exterior as frutas com pinta preta, aquelas manchinhas que aparecem na casca da laranja. O presidente executivo da CitrusBR afirma que a laranja para exportação é a de mesa, que precisa ter uma aparência externa muito boa. No ano passado, por exemplo, o Brasil exportou 26 mil toneladas de laranja, correspondentes a US$ 11 milhões. Até julho deste ano foram 16,9 mil toneladas, receita de US$ 7,4 milhões. O maior comprador foi Espanha.
Mas em suco de laranja é diferente. O Brasil é o maior exportador mundial. No ano passado, o país exportou 2,06 milhões de toneladas, com receita de US$ 1,6 bilhão. Os valores incluem todo o tipo de suco de laranja, não concentrado, congelado e não fermentado. Neste ano até julho as vendas ficaram em 1,04 milhões de tonelada para um valor de US$ 875 milhões. Os países árabes importaram representaram apenas US$ 5 milhões deste total. “No Oriente Médio se toma suco de laranja muito aguado e o consumo é muito baixo em função disto”, explica Lohbauer.

