São Paulo – Dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Banco Central mostram que apenas na primeira semana de setembro US$ 2,14 bilhões deixaram o Brasil. Desse total, US$ 2,045 bilhões correspondem ao déficit do fluxo comercial do período (que reúne operações de câmbio relacionadas à balança comercial) e US$ 96 milhões são decorrentes do resultado negativo do fluxo financeiro (gerado pela remessa de lucros ao exterior e investimento estrangeiro direto, entre outras operações).
De janeiro até a primeira semana de setembro, o fluxo comercial está positivo US$ 12,845 bilhões. Já o fluxo financeiro acumula déficit de US$ 12,748 bilhões no ano. O saldo ainda é positivo e registra entrada de US$ 97 milhões no País. No entanto, no mesmo período do ano passado, mais de US$ 23 bilhões haviam ingressado no Brasil.
A saída de dólares do Brasil se acentuou desde que o Banco Central dos Estados Unidos, o Fed, anunciou que irá retirar estímulos da economia dos Estados Unidos, o que resulta em menos dólares em circulação no mercado. Um dos resultados da saída de dólares do Brasil e do anúncio do Fed foi o aumento da cotação da moeda norte-americana no País.
Em maio deste ano, a cotação do dólar estava em torno de R$ 2,00. A moeda se valorizou e encerrou agosto cotada a R$ 2,38. Depois que o Banco Central brasileiro anunciou que faria leilões diários de dólares e adotou medidas para aumentar a quantidade da divisa no Brasil, a cotação caiu, mas na terça-feira (10) voltou a subir. Às 14h25 desta quarta-feira, a moeda acumulava alta de 0,311% e era cotada a R$ 2,289.

