Agência Brasil
Rio de Janeiro – O Brasil pode dobrar e até triplicar sua produção de álcool nos próximos 15 anos, porém essa expansão não é infinita e precisa ser feita de forma planejada e cuidadosa, na avaliação do professor José Goldemberg, do Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP) e ex-secretário de Meio Ambiente do estado de São Paulo.
Goldemberg forneceu vários números sobre o setor. O Brasil produz cerca de 17 bilhões de litros de álcool combustível por ano. Segundo ele, essa produção reflete uma economia de cerca de 40% da gasolina que seria usada no país se o etanol não existisse.
O especialista fez as avaliações em entrevista ontem (7) à Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Ele lembra que, além de ser um importante produto no mercado interno, o etanol tem preço competitivo. "A indústria está toda nas mãos da iniciativa privada, e não há praticamente qualquer subsídio à produção do álcool combustível como no passado, portanto, é um produto claramente competitivo", afirma.
Na avaliação de Goldemberg, Estados Unidos e Europa estão seguindo por um caminho que o Brasil já percorre há mais de 20 anos ao introduzir álcool na gasolina, como aditivo. A diferença é que, no caso dos EUA, o etanol é fabricado a partir do milho, e na Europa o produto é obtido da beterraba.

