Alexandre Rocha
São Paulo – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, confirmou nesta terça-feira (09) que existe a possibilidade de o Brasil liderar uma força de paz para ajudar no processo de restabelecimento da estabilidade política no Haiti após a queda do presidente Jean-Bertrand Aristide. De acordo com Amorim, tanto ele, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Defesa, José Viegas, foram procurados por autoridades de países como os Estados Unidos e a França, que fizeram pedidos nesse sentido.
"As palavras usadas nesses contatos foram as de o Brasil assumir um papel de liderança. Foram palavras usadas pelos interlocutores e não por nós", afirmou Amorim. Segundo ele, o país só agirá após a aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) instituindo a força de paz e com "uma mandato claro". Por enquanto, acrescentou, foi aprovada apenas uma resolução permitindo a atuação de uma força internacional e emergencial no Haiti.
Amorim ressaltou, no entanto, que não houve um convite formal para que o Brasil assuma essa posição de liderança, uma vez que a segunda resolução ainda não foi aprovada. "Mas existem esses países desejosos de que o Brasil assuma essa posição de liderança nessa segunda fase", concluiu.
O ministro participou de cerimônia de assinatura dos acordos para a realização da 11ª reunião ministerial da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) no Brasil, em São Paulo.

