Da redação*
São Paulo – A capacidade de produção de aço do Brasil deve alcançar 50 milhões de toneladas por ano em 2010. Essa é a previsão feita pelo presidente do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), Luiz André Rico Vicente, em um seminário sobre o setor na última terça-feira (22), em São Paulo. Hoje, o Brasil produz 34 milhões de toneladas de aço por ano.
A produção deve crescer em função dos investimentos previstos em novas unidades. O setor já vem se modernizando e fazendo ampliações. Entre os anos de 1993 e 2005, a indústria brasileira de aço investiu US$ 15,9 bilhões, de acordo com informações divulgadas pela assessoria de imprensa do IBS. Até o ano de 2010 devem ser investidos mais US$ 11,2 bilhões, segundo estimativas de Rico Vicente.
De acordo com o presidente da entidade, o Brasil está preparando para atender as novas demandas que possam vir de um aquecimento na economia mundial. Atualmente, cerca de 40% da produção nacional de aço é enviada para fora do país. "As empresas daqui exportam cada vez mais e investem progressivamente em fábricas no exterior", afirmou ele, em material divulgado por sua assessoria.
Nos dez primeiros meses deste ano houve redução na produção nacional de aço em função da paralisação de um forno da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) nos primeiros meses do ano. A produção alcançou 25,56 milhões de toneladas entre janeiro e outubro contra 26,32 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado. A redução foi de 2,9%. No mês de outubro a produção ficou em 2,79 milhões de toneladas, aumento de 4,2% sobre o mesmo mês de 2005.
Em outubro, o segmento que apresentou maior incremento da produção, de 28,4%, foi o de lingotes, blocos e tarugos, utilizados no setor da construção civil. Já o segmento de placas amargou a maior queda no mês, de 22,8%. As vendas de laminados no mercado doméstico tiveram incremento de 23% em outubro e de 7,8% no acumulado do ano. Os produtos planos, destinados aos setores automobilístico, de construção civil e de gasodutos, mostraram aumento nas vendas de 30,5%.
*Com informações da Agência Brasil

